10:15 18 Janeiro 2021
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    Os terroristas do Daesh não são o principal inimigo dos Estados Unidos. A Rússia, com o seu arsenal nuclear, representa uma ameaça muito maior, afirmou o Diretor da Inteligência Nacional dos EUA (DNI), o tenente-general James Clapper.

    "O Isil (EI; Daesh) não é um inimigo mortal dos Estados Unidos", disse Clapper em entrevista à rádio WTOP nesta segunda-feira. "Ele pode nos causar danos e matar o nosso povo", mas não pode causar danos mortais ao país. "Eles não têm o poder de destruição que a Rússia tem". 

    Segundo o chefe do DNI, embora o Daesh represente uma ameaça real aos EUA, o potencial do grupo não é tão grande, se comparado ao da Rússia, que dispõe de armas nucleares. 

    Argumentando que o perigo proveniente do extremismo islâmico não terá fim com a derrota do Daesh, o militar destacou que, além do terrorismo, Washington deve ter em mente outras preocupações, como a espionagem chinesa, a beligerância da Coreia do Norte e as atividades de aproximação do Irã. 

    "Pessoalmente, eu acho que nós vamos continuar nesse negócio de contraterrorismo por um longo tempo. Continuaremos em estado de vigilância e repressão a esses grupos. Se não for o Daesh, será outro". 

    As relações entre Moscou e Washington vêm se deteriorando desde o início de 2014, quando da reintegração (por decisão popular legítima) da península da Crimeia à Federação Russa e das consequentes sanções ocidentais impostas à Rússia, acusada pelos EUA e seus parceiros europeus de interferir diretamente na vizinha Ucrânia após o golpe pró-ocidental que dividiu o país e deu início a um intenso conflito civil.

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    Tags:
    terrorismo, extremismo, DNI, ISIL, EI, Daesh, James R. Clapper, Crimeia, China, Coreia do Norte, Irã, Europa, Washington, Moscou, Ucrânia, EUA, Rússia
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