17:32 05 Junho 2020
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    O atual do governo da Ucrânia não precisa de nenhuma ameaça externa para destruir o país. Esta tarefa será executada pelo governo por conta próprio. É o que escreve a agência de notícias Bloomberg.

    Segundo a publicação, no contexto de uma calmaria no conflito da região de Donbass, as autoridades ucranianas ganharam a oportunidade de se ocupar de realizar uma reforma no país e tirar o país da recessão, mas em Kiev estão muito ocupados com disputas internas. 

    A briga no parlamento europeu, que aconteceu neste mês, e os insultos mútuos entre o ministro da Administração Interna, Arsen Avakov, e o governador de Odessa, Mikhail Saakashvili, exacerbam as divergências que ameaçam "afogar" o governo e interromper a provisão de um empréstimo do FMI de 17,5 bilhões de dólares. O próximo momento de virada será a votação para o orçamento de 2016, escreve a revista. 

    "O principal perigo é que alguns políticos de alto escalão terão prazer em contrariar a adoção do orçamento e evitar a luta contra a corrupção. Se o acordo com o FMI não acontecer, a confiança voltará a ser quebrada, e não terá nenhum crescimento econômico no próximo ano”, diz o gerente de gestão de caixa do Aberdeen Asset Management Plc, Viktor Sabo.

    "A julgar pelos acontecimentos recentes, a Ucrânia está mais perto do suicídio político", afirma o diretor de programas do Fundo Marshall alemão Joerg Forbrig.

    De acordo ele, se o desejo das autoridades ucranianas de mudar a postura não vier, os conflitos internos continuarão e a aproximação com o Ocidente será interrompida, o que vai beneficiar apenas a Moscou.

    De acordo com o índice da organização internacional Transparency International, a Ucrânia é um dos países mais corruptos, ocupando o 142 ° lugar entre 175 posições. 

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    Tags:
    política, suicídio, governo, Arseni Yatsenyuk, Kiev, União Europeia, Ucrânia
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