10:40 28 Setembro 2021
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    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou nesta terça-feira (22) um dado alarmante. Os ataques do grupo Boko Haram à população de Nigéria, Niger, Chade e Camarões afastou mais de 1 milhão de crianças da escola desde 2011. A este número, somam-se 11 milhões em idade para o ensino primário que já não frequentavam as salas de aula.

    “É um número impressionante. O conflito tem sido um grande golpe para a educação na região, e a violência tem mantido muitas crianças fora da sala de aula por mais de um ano, colocando-os em risco de abandonar a escola por completo”, afirmou o diretor da Unicef para a África Central e Ocidental, Manuel Fontaine.

    Nos quatro países, o fundo calcula que mais de duas mil escolas estão fechadas e centenas foram incendiadas, saqueadas ou destruídas pelo Boko Haram. As instituições que permaneceram de pé e onde há condições das crianças chegarem funcionam com salas de aula superlotadas. Os estudantes ainda precisam dividir os espaços com desabrigados do conflito.

    O Exército nigeriano havia recebido a incumbência do presidente, Muhammadu Buhari, para livrar o país do grupo radical, que jurou fidelidade ao Daesh (também conhecido como Estado Islâmico). No entanto, os ataque na região continuam. O último de grandes proporções aconteceu no domingo (20), em Beninsheik, no estado de Borno.

    Segundo autoridades da Nigéira, três suicidas com idades entre 10 e 15 anos foram detidos por um grupo de autodefesa civil e um deles detonou um cinturão de explosivos. Além dos jovens, outras seis pessoas morreram e 24 ficaram feridas. Na terça-feira (16), em Mafa, quatro meninas provocaram uma explosão, morrendo e matando um policial.

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    África, Nigéria, Niger, Chade, Camarões, Manuel Fontaine, ONU, Nações Unidas, Unicef, Boko Haram, Daesh, Estado Islâmico, conflito, atentados, ataques, crianças, escolas, sala de aula, desabrigados
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