05:00 22 Setembro 2019
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    Bandeiras da União Europeia próximo ao edifício da Comissão Europeia, Bruxelas

    A União Europeia sobrevive mais uma década?

    © AFP 2019 / EMMANUEL DUNAND
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    A própria existência da União Europeia (UE) já está ameaçada e ninguém pode garantir que o bloco se manterá unido em dez anos, de acordo com o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz.

    "A UE está sob ameaça e, sem dúvida, a situação é extremamente alarmante. Ninguém pode dizer se a UE vai existir em sua forma atual daqui a dez anos", disse Schulz, em entrevista ao site de notícias tcheco Novinky.

    Segundo ele, é absurdo acreditar que cada país pode lidar sozinho com os desafios globais do século 21, que incluem a migração, o terrorismo, as alterações climáticas e a criminalidade internacional.

    Schulz lamentou o fato de que alguns Estados membros da UE estejam interessados em enfraquecer o bloco, ao mesmo tempo em que acusam Bruxelas de não conseguir resolver os principais desafios da contemporaneidade.

    Como exemplo, ele se referiu à falta de vontade de alguns países europeus de lidar com a crise migratória, dizendo que apenas cinco países, Grécia, Itália, Áustria, Alemanha e Suécia, arcam atualmente com todo o “fardo” de abrigar os imigrantes e refugiados.

    "Se nós distribuíssemos um milhão de refugiados entre os 508 milhões de cidadãos dos 28 países da UE, teríamos resolvido este problema", disse Schulz.

    Sobre o reatamento das negociações com a Turquia sobre a sua adesão à UE, o presidente do Parlamento Europeu salientou a necessidade de discutir abertamente questões difíceis sobre o assunto, como a liberdade de imprensa e a repressão contra a minoria curda no país.

    Em relação às propostas do primeiro-ministro britânico David Cameron de reformar o bloco, Schulz disse que a melhor escolha tanto para Bruxelas quanto para Londres seria manter o Reino Unido como um membro de pleno direito da UE.

    "Alguns dos requisitos do primeiro-ministro britânico David Cameron são muito difíceis de implementar, na medida em que eles se relacionam com as liberdades fundamentais do mercado interno", disse Schultz, se posicionando contra a restrição da liberdade de circulação dos cidadãos.

    Ao mesmo tempo, ele ressaltou a importância das propostas britânicas destinadas a transformar a UE em um projeto mais dinâmico, o que, segundo ele afirma esperar, pode conduzir a um acordo mutuamente vantajoso.

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    Tags:
    desafios, alterações climáticas, terrorismo, ameaça, reforma, imigrantes, minorias, repressão, liberdade de imprensa, imigração, refugiados, crise migratória, curdos, Parlamento Europeu, Martin Schulz, Bruxelas, Turquia, Suécia, Áustria, Alemanha, Itália, Grécia, Reino Unido, União Europeia
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