20:13 15 Junho 2019
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    AK-47

    Pista das armas usadas nos atentados em Paris leva aos Bálcãs

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    Capital francesa sofre pior atentado da história (68)
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    O diretor de uma usina de armas sérvia afirmou que uma parte das armas usadas nos atentados que ocorreram em novembro em Paris, foi produzida naquela empresa antes do colapso da Iugoslávia.

    Dois dias depois dos atentados em Paris, o Ministério da Defesa sérvio enviou ao chefe da fábrica Zastava Oruzje, Milojko Brzakovic, os números de série das armas encontrados depois dos ataques. Foram sete ou oito fuzis AK-47. No entanto, o diretor frisou que nenhuma produção da fábrica se pode vender sem a autorização do Estado.

    A Sputnik falou com o ex-chefe da Agência da Segurança da Informação, Andreja Savic, que não está surpreendido que nos atentados recentes em Paris, tal como no ataque à redação de Charlie Hebdo, tenham sido usadas armas provenientes dos Bálcãs:

    "Nos depósitos militares da Eslovênia, Croácia e Bósnia havia bastantes armas. Se nos lembrarmos dos anos 90, anos das sangrentas guerras civis no território da ex-Iuguslávia, podemos admitir que as armas podiam ter sido roubadas por criminosos ou terroristas". 

    O diretor da Zastava Oruzje fez lembrar que nos Bálcãs há territórios de contrabando ativo, entre eles: Bósnia e Herzegovina, a região sérvia de Raška e o Kosovo.

    Algum tempo atrás, o jornal International Business Times escreveu que o contrabando de armas no Kosovo é uma coisa habitual. O jornal citou um contrabandista local que, em 2007, disse que o AK-47 produzido da China se podia comprar na sua cidade por 250 euros, enquanto na Albânia custava apenas 50 euros.

    "No Kosovo o culto das armas é muito avançado, se pode encontrar lá quaisquer modelos. No entanto, não há dados apurados sobre a quantidade ou proprietários delas. A região de Raška também é uma zona de risco, já que o movimento wahhabita está interessado nela", adverte Andreja Savic.

    O representante da organização Fórum para Estudos do Terrorismo Internacional Milan Pasanski tem uma opinião parecida:

    "Na Bósnia há centros do treinamento dos wahhabitas, eles possuem certamente grandes quantidades das armas. É lógico pressupor que, a partir dos centros de wahhabitas, as armas continuam circulando, são fornecidas e vendidas a cúmplices, depois recebem dinheiro ou apoio logístico para cometer atentados terroristas".

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    Tags:
    contrabando, armamentos, terrorismo, AK-47, Kosovo, Bósnia-Herzegovina
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