14:23 24 Setembro 2018
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    Aeroporto de Sharm el-Sheikh, no Egito

    Debandada de russos e britânicos do Egito reduzirá em 70% o turismo no país

    © AFP 2018 / KHALED DESOUKI
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    O refluxo de russos e britânicos do Egito reduzirá em 70% o fluxo turístico do país e será um golpe avassalador para o setor, responsável por mais de 11% do PIB egípcio e por mais de 14% de receita em moeda estrangeira do tesouro. O anúncio foi feito pelo membro do conselho de consultas junto ao ministério do Turismo do Egito, Mohamed Yusef.

    A aeronave Airbus-321 da companhia aérea Kogalymavia (Metrojet), que realizava o voo Sharm el-Sheikh — São Petersburgo, sofreu uma queda em 31 de outubro, 23 minutos após a decolagem. Todos os 224 passageiros a bordo morreram. Muitos países suspenderam comunicações aéreas com Egito, até o fim da apuração das causas da catástrofe. 

    “Os turistas russos estão em primeiro lugar, são 3 milhões de turistas por ano. Os britânicos são 1 milhão. A sua saída do mercado é um forte golpe para o setor. As perdas serão de 70% do fluxo [turístico]”, disse Yusef, segundo o jornal El Ahram.

    Segundo os dados do ministério, o setor turístico é responsável por 11,3% do PIB do país e garante 14% de receitas em moeda estrangeira para o tesouro nacional. Antes da turbulência política, que começou em janeiro de 2011 e levou à troca de regime no país, Egito era visitado por cerca de 15 milhões de turistas por ano. Depois esse número caiu drasticamente.  

    Nos últimos anos, o fluxo de turistas foi afetado de modo negativo pelo ambiente político no país, problemas no sistema de segurança e intensificação das ações de grupos terroristas no norte da península do Sinai, ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico. 

    Antes da catástrofe sobre Sinai, Egito planejava, até o fim de 2015, receber cerca de 10 milhões de turistas estrangeiros. No final de agosto esse número era de 6,6 milhões de pessoas, 5% a mais, comparando com o mesmo período do ano passado. A receita, planejada para o turismo até final de 2015 era de 8 bilhões de dólares. Em termos de quantidade de turistas no Egito, a Rússia ocupa o primeiro lugar, seguida por Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e França.

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    Tags:
    turismo, Airbus, acidente aéreo, Metrojet, Kogalymavia, Mohamed Yusef, Sinai, Grã-Bretanha, Rússia, Egito
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