14:03 29 Outubro 2020
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    O chanceler da Espanha avaliou as ações separatistas da Catalunha como uma revolta.

    “Na Catalunha ocorreu uma revolta em grande escala… É preciso prevenir a violação da lei”, afirmou o ministro das Relações Exteriores espanhol José Manuel García Margallo na entrevista ao canal televisivo Antela 3.

    Segundo o ministro, a situação é agravada por dois problemas: primeiro, é provocada pelos “órgãos de governo (local), não por uma força política”. Segundo, os fomentadores “não tiveram medo de dividir a sociedade da Catalunha em duas partes e contrapor uma parte da sociedade catalã à sociedade espanhola».

    O chanceler fez lembrar que o problema catalão não apareceu hoje, houve também em 1640, 1714, 1931 e 1934. “Cada vez que na Espanha há uma crise, aparece uma tensão”, disse José Manuel García Margallo, tendo em vista a crise econômica de 2008.

    "Uma Catalunha independente seria absolutamente impraticável [porque] não seria reconhecida pelas Nações Unidas, nem pela UE", reiterou o ministro do Exterior espanhol.

    Em 27 de Setembro, os partidos pró-independência (a coalizão Junts pel Si e Candidatura de Unidade Popular) obtiveram mais de 50 por cento dos votos nas plebiscitárias e receberam a maioria absoluta no parlamento da Catalunha. Eles registraram um projeto de resolução que “anuncia o início do processo da criação do Estado catalão em forma de república”. A resolução deve ser discutida no futuro mais próximo. 

    O presidente do governo autônomo da Catalunha, Artur Mas, foi chamado à Corte Suprema da Catalunha por violar a decisão do Tribunal Constitucional da Espanha que declarou que a sondagem realizada em 9 de novembro do ano passado sobre a independência da Catalunha não foi legitima. Além disso, foi condenado por prevaricação, desvio de fundos públicos e desempenho de funções públicas ilicitamente.

    Artur Mas assumiu a responsabilidade política, mas não concordou com o modo de resolver o problema:

    “É um caso político e deve ser resolvido no âmbito político. É desproporcional o contestar em juízo”, destacou Mas, adicionando que “o Estado não é neutro, e a máquina do Estado atua como uma parte interessada”.   

    No entanto, uma pesquisa de opinião publicada em 30 de outubro indica que a maioria dos catalães é contra a proposta dos partidos separatistas de independência da Catalunha. O levantamento, publicado no jornal El Pais, mostra que 51% dos entrevistados são contra a proposta, enquanto 42% são a favor.

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    Tags:
    revolta, Artur Mas, José Manuel García-Margallo, Catalunha, Espanha
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