00:01 23 Setembro 2019
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    Jimmy Morales, candidato pelo Frente da Convergencia Nacional à presidencia de Guatemala

    Comediante desafia ex-primeira dama da Guatemala

    © REUTERS / Jorge Dan Lopez
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    No domingo (25) terá lugar o segundo turno das eleições presidenciais na Guatemala. Segundo as sondagens, lidera Jimmy Morales, candidato da Frente de Convergência Nacional (FCN-Nación), está com 67,9%.

    Jimmy Morales, ator e comediante, sem alguma experiência política, se tornou uma surpresa das eleições. A sua campanha eleitoral foca a educação (o analfabetismo na Guatemala é de 25,5%) e denuncia a corrupção da elite política.

    Morales se declara nacionalista (“Sou guatemalteco de nascimento, filho de guatemaltecos”, afirma em um vídeo eleitoral) diz acreditar nos mercados livres e abertos. Segundo ele, os seus modelos a seguir são ex-presidente da Uruguai, Jose Mujica, presidente do Equador, Rafael Correa, e presidente norte-americano, Barack Obama.

    Já durante a primeira ronda das eleições, os opositores do comediante lançaram a campanha chamada “A Guatemala não é uma piada”, em clara alusão à profissão inicial do candidato.

    Jimmy Morales é um dos autores e participantes do programa “Moralejas” (“Histórias com Moral”, em tradução livre), além de outras produções televisivas e cinematográficas.

    No Brasil,  já comparam Morales com o deputado federal Tiririca, humorista e palhaço que também tentou, inclusive em 2014, se candidatar à presidência do Brasil, sem grandes resultados. Contudo, Tiririca já foi o deputado federal mais votado na história do país, em 2010.

    Primeira dama

    Morales é o primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, com um resultado que quase duplica o da sua principal adversária, Sandra Torres, mulher do ex-presidente Alvaro Colom.

    Sandra Torres, candidata à presidência da Guatemala
    © AFP 2019 / Johan Ordonez
    Sandra Torres, candidata à presidência da Guatemala

    Torres já tentou participar de eleições presidenciais em 2011, mas o Tribunal Eleitoral lhe proibiu a tentativa por causa de ser a primeira dama.

    O partido dela, Unidade Nacional da Esperança (UNE), se descreve como socialdemocrata. Sandra Torres manifesta a proposta de uma reforma global do Estado, incluindo uma reforma fiscal.

    Durante a presidência do seu marido, o governo aumentou as despesas para programas sociais, algo que a candidata promete restabelecer, atraindo assim o apoio dos habitantes rurais.

    De acordo com a pesquisa da empresa Pro Datos, Sandra Torres conta com 32,1% dos votos.

    No primeiro turno, realizado em 6 de setembro, Jimmy Morales ficou em primeiro lugar, com 24%, seguido de Sandra, com 19%.

    Segurança nas eleições

    Ontem (21) a agencia de notícias EFE informou que o governo guatemalteco decidiu envolver militares para evitar os distúrbios e deixar 7,5 milhões dos cidadãos votar calmamente. Se planeja mobilizar 95.000 polícias e militares.

    As eleições se realizam durante uma escalada da violência no país. Desde o início do processo eleitoral, em março, foram registrados 20 assassinatos. A maioria das mortes ocorreu entre prefeitos e membros da família.

    No início de setembro, o então presidente Otto Pérez Molina, acusado de liderar uma rede de corrupção no país, renunciou ao cargo. Molina e ex-vice-presidente Roxana Baldetti, que também renunciou por envolvimento no esquema, estão presos à espera de julgamento.

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    eleições presidenciais, Guatemala
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