15:54 04 Junho 2020
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    O consórcio russo Almaz-Antey divulgou nesta terça-feira uma série de experimentos de campo para refutar a versão da Comissão Internacional de Inquérito em relação à catástrofe que ocorreu com o Boeing 777 da Malaysia Airlines (Voo MH17).

    Enquanto o documento apresentado pela Comissão Internacional de Inquérito indicava que o avião malaio tinha sido abatido com um míssil a partir do povoado de Snizhne, usando um foguete 9M38M1, os testes realizados por peritos da Almaz-Antey comprovam que o disparo contra o avião civil foi realizado a partir da região de Zaroschenskoe, cidade controlada pelas forças ucranianas. Segundo a parte russa, tal armamento não está presente no arsenal da Rússia, mas sim no das Forças Armadas da Ucrânia.

    No dia 7 de outubro de 2015, o consórcio Almaz-Antey, produtor de sistemas de defesa antiaéreos de mísseis terrestres e navais, assim como de estações de radar e sistemas móveis de comando, realizou um experimento de campo mostrando novas informações sobre as reais circunstâncias da queda do Boeing 777.

    O resultado do experimento mostrou que, de acordo com o caráter da danificação da aeronave, as conclusões apresentadas pela Comissão Internacional de Inquérito são bastante diferentes do que realmente aconteceu com o Boeing 777 da Malaysia Airlines.  

    O relatório holandês afirma que o principal dano causado na aeronave ocorreu pelas submunições no lado esquerdo, atingindo a cabine do piloto, a asa esquerda, o motor esquerdo e o lado esquerdo da cauda. No entanto, após a realização do teste efetuado pelo consórcio Almaz-Antey, foi possível observar que o motor esquerdo do IL-86 não foi danificado. Foi possível observar, portanto, que a principal concentração de elementos danificados — os chamados "Bisturi" — ocorreram de lado a lado da cabine do piloto, o que elimina a possibilidade do lado direito do avião ter permanecido intacto.

    Assim, o documento do consórcio conclui que A localização dos danos na fuselagem mostra que o míssil que atingiu o Boeing 777 não poderia ter sido disparado da região de Snizhne. 

    “É possível afirmar definitivamente que, se o Boeing 777 foi atingido por um sistema de mísseis de defesa aérea BUK, então certamente foi o modelo 9M38 e não o 9M38M1. Além disso, concluímos que o lançamento ocorreu de Zaroschenskoe, e não de Snizhne”, afirmou o diretor-geral do consórcio Almaz-Antey, Yan Novikov.

    A empresa russa Almaz-Antey atua no desenvolvimento e fabricação de sistemas de defesa de mísseis aéreos de curto, médio e longo alcance, além dos principais tipos de sistemas de radar de vigilância e de controles automatizados. O consórcio atende e fornece serviços para as áreas de Defesa da Rússia, além de realizar o comércio exterior de armas, equipamentos militares e produtos civis.

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    Tags:
    relatório, MH17, Almaz-Antey, Donetsk, Ucrânia, Holanda, Rússia
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