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    Refugiados e imigrantes esperam pelo Escritório de Serviços Sociais em Berlim, Alemanha, 11 de setembro de 2015

    O dinheiro alemão não salvará a Europa da próxima crise, diz mídia local

    © AP Photo/ Bernd von Jutrczenka
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    A solidez financeira da Alemanha vem mantendo a União Europeia junta já há muitos anos. No entanto, durante a atual crise de refugiados restou claro que é necessário não só dinheiro, mas também capacidade de tomada decisões rápidas, segundo afirmou a agência de notícias alemã Die Welt.

    A estabilidade financeira deu à Alemanha a oportunidade de influenciar o resto da Europa, mas a resolução da situação atual dos refugiados exige não só dinheiro, mas sim muita ação.

    A crise pode privar o governo de Merkel do direito de tomar decisões por conta própria, afinal a atual situação só poderá ser resolvida a partir de um esforço conjunto europeu, escreveu o jornal.

    A solução da crise de imigração não se trata de investimentos financeiros, mas de princípios morais. É importante encontrar uma forma aceitável de saída deste quadro o mais rápido possível, no entanto, a solução mostra-se difícil já que os líderes europeus têm mantido atitudes completamente opostas acerca da questão, o que resulta numa atmosfera tensa para a Europa, disse o periódico.

    Dilacerada por contradições, a União Europeia é lenta e ociosa. Por exemplo, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban está convencido de que as fronteiras devem ser fechadas no intuito de frear o novo influxo de imigrantes. Já a chanceler alemã Angela Merkel, pelo contrário, acredita que as fronteiras precisam ser mantidas abertas.

    A este respeito, o chanceler italiano, Paolo Gentiloni chamou diversos países do continente europeu para abrirem uma espécie de "no front" e agir rápida e decisivamente se os outros se recusarem a tomar as medidas necessárias, escreveu o jornal.

    De acordo com Gentiloni, as primeiras reações ao seu chamado foram positivas.

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    Tags:
    imigração, refugiados, crise migratória, União Europeia, Paolo Gentiloni, Viktor Orban, Angela Merkel, Itália, Hungria, Síria, Alemanha, Europa
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