06:12 04 Dezembro 2020
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    O fato de que a Rússia está ajudando combater o Estado Islâmico na Síria não alterará a atitude da OTAN em relação à Ucrânia, disse o secretário geral da OTAN, Jens Stoltenberg, em entrevista ao jornal francês Le Figaro.

    A Rússia iniciou uma operação aérea contra as posições da organização terrorista Estado Islâmico na Síria a pedido do presidente sírio Bashar Assad por causa da falta do sucesso das ações realizadas pela coalizão contra o Estado Islâmico sob a liderança dos Estados Unidos. A coalizão tem realizado bombardeamentos contra o Estado Islâmico na Síria desde setembro de 2014 sem autorização do Conselho de Segurança da ONU ou Damasco.

    “Nunca aceitaremos que a Ucrânia se torne um objeto de regateio”, disse Stoltenberg na quinta-feira quando perguntaram-lhe como a decisão recente russa de iniciar uma série de ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria se refletirá ao assunto ucraniano. 

    Stoltenberg destacou que apesar de esforços militares russos na Síria a posição da OTAN sobre a Ucrânia “não mudou”. 

    O secretário geral da aliança frisou que a OTAN não alterará a sua atitude em relação à soberania e integridade territorial da Ucrânia e continuará apoiando-a de forma política e prática e, se calhar, alargará a cooperação com Kiev. 

    As relações entre a OTAN e a Rússia se deterioraram em 2014 depois da reunificação da Crimeia com a Rússia e o início do conflito interno no leste da Ucrânia. 

    A aliança acusou a Rússia de excitar o conflito ucraniano e começou a reforçar a sua presença militar na Europa de Leste como uma resposta a o que considera política externa agressiva de Moscou. 

    A Rússia repetidamente tem desmentido acusações relacionadas ao conflito ucraniano avisando que as atividades intensificadas da OTAN perto da fronteira russa minam a estabilidade regional e global.

    Tags:
    ataques aéreos, OTAN, Jens Stoltenberg, Rússia, Ucrânia
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