13:43 16 Janeiro 2018
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    Presidente da Rússia, Vladimir Putin

    Putin aborda assuntos mais importantes da agenda internacional

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    Em 28 de setembro o presidente russo Vladimir Putin fará discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York. Na véspera do evento, vale lembrar quais são as posições do presidente da Rússia sobre os problemas regionais e mundiais que recentemente estão em foco das atenções da comunidade internacional.

    Conflito no leste da Ucrânia

    Putin tem repetidamente afirmado que as autoridades ucranianas devem aprovar leis sobre as eleições locais e anistia para resolver o conflito.

    “A alteração da Constituição e a aprovação da lei sobre eleições locais devem ser realizadas em coordenação com Donbass. Isso não acontece. É um problema essencial”, disse o presidente russo em 12 de setembro, comentando o projeto de emenda à Constituição ucraniana que visa implementar mudanças importantes.

    “Como podem dialogar com as pessoas que estão sendo perseguidas? […] É necessário fazer com que a lei, antes aprovada pela Rada [Verkhovna Rada, o parlamento ucraniano], sobre o estatuto especial destes territórios [as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk], comece a vigorar. São os elementos chaves da regularização política”, acrescentou.

    Naquele mesmo dia, Putin disse que não há variantes alternativas aos acordos de Minsk:

    “Quanto à implementação dos acordos de Minsk, na minha opinião, não há alternativas a isso. O que é mais importante é estabelecer os contatos diretos entre as forças de Kiev e as autoridades de Donetsk e Lugansk para implementar os acordos de Minsk”.

    Quanto aos rumores da possível adesão da região de Donbass, no Leste da Ucrânia, à Rússia, Putin disse que não é possível lidar com o assunto de forma espontânea:

    “Os nossos corações a almas estão com Donbass, mas infelizmente tais assuntos não podem ser resolvidos na rua. São assuntos sérios que têm a ver com o destino de todo o povo da Rússia e pessoas que moram em Donbass”.

    Mais cedo ainda, em inícios de setembro, o presidente russo frisou que as peripécias futuras do conflito ucraniano não dependem da Rússia:

    “Isso não depende de nós, depende da paciência da Ucrânia, do povo ucraniano e de quanto o povo ucraniano quer aguentar este caos”.

    Conflito na Síria

    Vladimir Putin opina que algumas ações para destruir o governo legítimo na Síria criará a mesma situação que agora existe nos outros países da região e nas outras regiões, por exemplo, na Líbia, onde as instituições estatais estão desintegradas.

    “Não há outras resoluções da crise síria senão reforçar as estruturas governamentais eficazes e prestá-los apoio para combater contra o terrorismo”, disse o presidente russo em uma entrevista ao canal CBS News.

    Combate contra o Estado Islâmico

    Depois, durante um encontro da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) Putin reiterou que hoje em dia o terrorismo é um problema principal na agenda internacional:

    “É evidente que os esforços conjuntos na luta contra o terrorismo são de maior importância hoje. Sem isso, não é possível resolver outros problemas crescentes inclusive o problema dos refugiados”.

    “Apoiam o governo sírio no combate contra a agressão terrorista. Temos prestado e vamos continuar prestando toda a assistência militar e técnica necessária [ao governo sírio] e apelar aos outros países para juntar-nos”.

    Já no início do mês, durante o Fórum Econômico do Oriente, Putin frisou que há diferentes atitudes aos desenvolvimentos na Síria mas o problema principal é terrorismo:

    “Á proposito, as pessoas não fogem do regime de Bashar Assad. Fogem do Estado Islâmico que tomou controle do território, incluindo vastos territórios na Síria e no Iraque. Ali há ferocidades. Fogem por isso”.

    Relações russo-estadunidenses

    Em vários fóruns internacionais, Vladimir Putin tem destacado que são os Estados Unidos que não querem cooperar com a Rússia. Moscou está aberta às propostas de interação nas diferente áreas.

    “Já disse em uma das Linhas Diretas que as grandes potências, superpotências que querem ser exclusivas, consideram que são um único centro de poder no mundo não precisam dos aliados, precisam dos vassalos. Pressuponho os Estados Unidos. A Rússia não pode existir em tal sistema de relações”, disse o presidente durante a Linha Direta de 16 de abril

    Já no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, ressaltou:

    “Uma Guerra Fria surge não em resultado dos conflitos armados mas em resultado das decisões globais, por exemplo, a saída dos EUA do Tradado de Defesa Antimíssil. Com efeito, isso é um passo que estimula-nos armar mais porque altera o sistema de segurança global”.

    Tags:
    Acordos de Minsk, terrorismo, resolução, conflito, Estado Islâmico, EUA, Síria, Ucrânia, Rússia
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