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    As ações da Bolsa de Frankfurt caíram 3% nesta terça-feira (22), um dia depois de a Volkswagen, um peso pesado da economia alemã, ter se tornado o foco de um escândalo internacional.

    Na segunda-feira, as ações da Volkswagen já haviam caído cerca de 20% depois de os gerentes da empresa terem confirmado que houve falsificação de dados dos 

    testes de poluição nos veículos produzidos.

    A falsificação foi descoberta nos EUA, cujos reguladores afirmaram que iriam inspecionar outras produtoras também.

    O caso preocupou as autoridades alemãs, que apressaram-se a assegurar que inspeções semelhantes iriam ser realizadas na Europa.

    Citado pela Reuters, o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, assim comentou a situação: “Você compreende que nós estamos preocupados porque a excelente reputação da indústria de automóveis alemã e, particularmente, a da Volkswagen está sofrendo”.

    Na sexta-feira, a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos EUA (EPA, na sigla em inglês) divulgou que a Volkswagen usou software que não indicava o valor correto (ou melhor, que baixava) das emissões de CO2. Cerca de 500 mil veículos deverão agora ser retirados do mercado norte-americano.

    Além disso, a Volkswagen enfrenta uma multa de 18,075 bilhões de dólares (cerca de 72,5 bilhões de reais).

    Por sua parte, a própria empresa disponibilizou-se a destinar 6,5 bilhões de euros (cerca de 29 bilhões de reais) para cobrir os gastos provocados pelo escândalo.

    O diretor executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn (direita) e o diretor executivo da Porsche, Matthias Mueller (centro) conversam com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel (esquerda) durante um show automobilístico em Frankfurt, em 17 de setembro
    © AFP 2020 / ODD ANDERSEN
    O diretor executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn (direita) e o diretor executivo da Porsche, Matthias Mueller (centro) conversam com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel (esquerda) durante um show automobilístico em Frankfurt, em 17 de setembro

    Investigações

    Reagindo ao escândalo que, ao envolver uma das maiores empresas da Alemanha, ameaça afundar a atratividade financeira do país inteiro, a chanceler Angela Merkel cobrou “uma transparência total” da Volkswagen.

    Por seu turno, o parlamento alemão, Bundestag, já marcou para a quinta-feira desta semana, dia 24, uma discussão dedicada ao problema.

    A Comissão Europeia também “vê este assunto de forma muito séria”, segundo a representante oficial do organismo para Assuntos do Mercado Interno e Indústria, Lucia Caudet.

    “Estamos mantendo contatos com a Volkswagen, com as autoridades norte-americanas, para descobrir os fatos de retirada de certos veículos do mercado. Sabemos das investigações, tanto externas, como internas da Volkswagen, nos EUA e na Alemanha. Ainda é prematuro tirar conclusões”, ressaltou Caudet em um briefing desta terça.

    É também “prematuro”, segundo ela, “comentar se são igualmente necessárias medidas de vigilância imediatas específicas na Europa e se os veículos vendidos pela Volkswagen na Europa também são afetados”.

    Rumores são desmentidos

    A mídia internacional aproveitou o escândalo para especular sobre a eventual demissão do diretor da Volkswagen, Martin Winterkorn.

    No entanto, o próprio Winterkorn desmentiu estas especulações.

    A Volkswagen é a maior fabricante de carros no mundo. Reúne as marcas Volkswagen, Audi, Skoda, Seat, Lamborghini, Bentley, Bugatti, Scania etc.

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    Tags:
    software, indústria automobilística, escândalo, Volkswagen, Comissão Europeia, Martin Winterkorn, Lucia Caudet, Alemanha, EUA
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