17:48 19 Junho 2019
Ouvir Rádio
    Ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble

    Ministro alemão: países da EU precisam cumprir metas, apesar dos custos com refugiados

    © REUTERS / Fabrizio Bensch
    Mundo
    URL curta
    311

    Os governos da União Europeia não devem usar os custos de lidar com os refugiados que chegam em seus países como uma desculpa para afrouxar regras orçamentárias do bloco, disseram o ministro das finanças da Alemanha e o presidente do banco central local.

    Os comentários foram feitos após os ministros das finanças da UE pedirem na sexta-feira à Comissão Europeia para analisar se os gastos com refugiados poderiam ser considerados um "acontecimento extraordinário" e, como tal, não contarem para déficits anuais.

    Sob as regras orçamentárias da União Europeia, conhecidas como o Pacto de Estabilidade e Crescimento, os governos devem manter os seus déficits abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e controlar suas dívidas em um máximo de 60% do PIB. Os governos que não cumprirem essas metas ou não fizerem o suficiente para tentar atingir os objetivos sofrem risco de sanções.

    O ministro de finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, disse que as tentativas de usar a crise dos refugiados como uma desculpa para não cumprir metas de déficit eram "quase chatas". A oposição também foi encontrada nas falas de Jens Weidmann, presidente do Bundesbank. "Usar isso para furar a regra de déficit seria equivocado", disse ele.

    Na sexta-feira, o ministro de finanças de Luxemburgo, Pierre Gramegna, cujo país detém a presidência rotativa da UE,  informou sobre pedido à Comissão para analisar como os gastos referentes aos refugiados devem ser avaliados.

    Mais:

    Parlamentar da Alemanha culpa EUA pela crise migratória
    Áustria e Alemanha permitirão ingresso de imigrantes por Hungria
    Chanceleres da Itália, Alemanha e França debatem crise migratória na UE
    Tags:
    refugiados, metas orçamentárias, PIB, Comissão Europeia, Pierre Gramegna, Wolfgang Schäuble, Jens Weidmann, Luxemburgo, União Europeia, Alemanha
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar