10:07 22 Agosto 2017
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    Grécia se esforça para chegar a um acordo com os seus credores a poucas horas do vencimento da dívida junto ao FMI

    Mídia: Grécia deve pagar $27.6 bilhões até fevereiro de 2016

    © REUTERS/ Dado Ruvic
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    Os contribuintes gregos devem pagar 24,7 bilhões de euros (US$ 27,6 bilhões) em impostos até fevereiro de 2016, informou a imprensa local neste domingo (30).

    Em 14 de agosto, após meses de negociações, o Eurogrupo, composto por ministros das Finanças dos países da zona do euro, aprovou o terceiro pacote da ajuda financeira à Grécia. A dívida externa do país é de 86 bilhões de euro (US$ 96 bilhões segundo a taxa de câmbio atual). As exigências para receber o novo pacote de resgate europeu preveem a realização de mais reformas e medidas restritivas, inclusive o aumento de impostos e cortes das aposentadorias.

    "Desde segunda-feira [31 de agosto], até fevereiro de 2016, o governo deverá cobrar 24,7 bilhões de euros em impostos, 12,3 bilhões dos quais são referentes ao IVA e imposto sobre o consumo", divulgou o jornal grego Kathimerini.

    Os contribuintes serão obrigados a "colocar a mão profundamente no seu bolso" devido à má gestão no Ministério das Finanças, o que levou ao aumento dos impostos, criando problemas significativos para as famílias e empresas, escreveu o jornal.

    O aumento da taxa de câmbio força os gregos a pagar 47 milhões de euro adicionais em obrigações fiscais, informou o Kathimerini.

    Ainda de acordo com a publicação, se os contribuintes começarem a fazer os pagamentos em fevereiro, as metas seriam alcançadas, mas a perspectiva das eleições pode complicar a situação.

    Os gregos devem pagar a chamada taxa de solidariedade, bem como impostos sobre os salários e aposentadorias, no valor total de 2,3 bilhões de euros até o final do ano corrente. E, mais do que isso, em dezembro, o governo espera cobrar 1,1 bilhões de euro de imposto automóvel referente ao ano de 2016. 

    O partido grego no poder, Syriza, que promete revisar a política pouco popular de austeridade, venceu nas eleições em janeiro. Após isso, foram aprovadas mais medidas de austeridade e o partido dividiu-se.

    O premiê da Grécia, Alexis Tsipras, renunciou este mês para abrir caminho às eleições antecipadas, tentando obter de novo o apoio popular ao novo pacote de ajuda financeira. As eleições deverão ser realizadas em 20 de setembro próximo.

    Tags:
    crise econômica, austeridade, Syriza, União Europeia, Grécia
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