13:59 19 Agosto 2017
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    Hiroshima depois da bomba atômica

    A maioria dos norte-americanos aprova bombas atômicas contra Hiroshima e Nagasaki

    © flickr.com/ Maarten Heerlien
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    Setenta anos depois de a primeira bomba atômica ser lançada sobre Hiroshima, destruindo dezenas de milhares de vidas, uma pesquisa mostra que a maioria dos estadunidenses ainda acredita que os ataques nucleares sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram justificadas.

    Uma pesquisa realizada pelo Instituto Pew Research Center mostra que 56% dos entrevistados, norte-americanos, aprovam as bombas atômicas lançadas na manhã de 6 de agosto sobre Hiroshima e três dias depois, em Nagasaki. Enquanto isso, 34 por cento disseram que a sua utilização não foi justificada. 

    No dia 6 de agosto de 1945, um bombardeiro B-29 norte-americano, o "Enola Gay", lançou a primeira bomba atômica no mundo, inocentemente chamada "Little Boy" ("Pirralho"), sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Queimando com a temperatura de 300 mil graus a bomba atômica de urânio destruiu toda a cidade e matou mais de 180 mil pessoas e trazendo o horror. Os sobreviventes ficaram expostos à radiação e às suas consequência.

    Quando o relatório sobre o bombardeio de Hiroshima chegou a Harry Truman (presidente dos EUA na época e o iniciador dos bombardeios), ele não conseguiu esconder sua emoção, e exclamou, pulando de pé: "Esta é a coisa mais importante na história".

    Nos Estados Unidos, o debate sobre a decisão do presidente Harry Truman para desencadear as armas continua a ser um tema controverso, mesmo apesar de o apoio da maioria para ele.

    A justificação por parte dos Estados Unidos é de que as bombas eram necessárias para evitar a morte de milhares de soldados americanos, no caso de uma invasão das ilhas japonesas. E os resultados da pesquisa mostram que a força de persuasão é forte. Acreditam no que ouvem, sem questionar. Adversários também afirmam que o uso das bombas foi concebido mais como uma forma de intimidar a União Soviética do que como uma forma de pôr fim à guerra.

    Madelyn Hoffman, da instituição New Jersey Peace Action, disse que o "devastação total e destruição de vidas" que ocorreu não é mais nada de que o desejo dos EUA de "mostrar seus músculos":

    "A história, eu creio, tem mostrado que o Japão estava pronto para se render, que o lançamento das bombas não era necessário, e que eles foram lançados mais para mostrar a força para a ex-União Soviética do que qualquer outra coisa que estava acontecendo na guerra", disse.

    Bombardeios é uma prática comum nas condições de guerra. Mas lançando uma bomba atômica contra quem? Contra pessoas inocentes que não eram soldados. Eram cidadãos comuns: crianças, mulheres, grávidas, idosos, jovens, bebês. Isso é feito principalmente para mostrar a todos quem mandaria no mundo. A justificação, pelo menos moral, dessa ação é uma questão muito controversa.

    Tags:
    bomba atômica, Segunda Guerra Mundial, EUA, Japão
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