01:43 19 Outubro 2017
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    Logotipo  da companhia energética francesa Total em sua sede em La Défense, centro financeiro de Paris, em 21 de outubro, 2014

    Chefe da Total aprova integração econômica com Rússia

    © AFP 2017/ MARTIN BUREAU
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    Patrick Pouyanné, diretor-geral da Total, empresa energética francesa, diz que a integração econômica será o melhor rumo para a estabilidade política nas relações entre a Rússia e a União Europeia.

    Na entrevista ao jornal russo Kommersant, Sr. Pouyanné mencionou que o aprofundamento da integração econômica entre a Rússia e a Europa estava em discussão há alguns anos atrás.

    Segundo o diretor, a integração seria favorável às relações entre a Rússia e a União Europeia, que pioraram por causa da crise ucraniana. Pouyanné também aconselhou as empresas estrangeiras a manter laços estreitos com a Rússia, apesar das sanções ocidentais impostas contra o país por estar supostamente envolvido na crise ucraniana.

    A União Europeia, os Estados Unidos e seus aliados introduziram uma série de sanções em sectores energético, bancário e de defesa contra a Rússia, bem como indivíduos particulares. As sanções foram impostas depois da reunificação da Crimeia com a Rússia cujos habitantes votaram a favor disso no referendo em março, 2014.

    Em junho, 2015 as sanções foram prorrogadas por mais seis meses.

    Negócios da Total na Rússia foram prejudicados por sanções econômicas ocidentais, mas o gigante do sector energético francês continuou a participar em projetos conjuntos, apesar das dificuldades.

    Segundo Pouyanné, a Total planeja manter seu curso actual que foi criado pelo ex-diretor executivo da empresa, Christophe de Mangerie.

    Pouyanné obteve o cargo de diretor executivo da Total depois da morte de Mangerie em outubro, 2014, quando seu jato privado Falcon 50 tentava descolar do aeroporto de Vnukovo de Moscou.

    No seu último discurso público Mangerie se pronunciou contra as sanções ocidentais impostas à Rússia.

    Segundo Vladimir Putin, presidente russo, projetos conjuntos da Rússia e a Total podem, sem dúvida, influenciar os mercados energéticos europeu e global.

    Tags:
    companhia, Europa, Rússia, sanções, Christophe de Mangerie, Patrick Pouyanné, UE
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