11:48 22 Outubro 2017
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    Brasil e Rússia ampliam parceria aeroespacial na 7.ª Cúpula do BRICS

    Estadão Conteúdo / Lisandra Paraguassu
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    BRICS: organização do futuro (189)
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    Na 7.ª Cúpula do BRICS, a Presidenta Dilma Rousseff e o Presidente Vladimir Putin discutiram a ampliação da cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação. Também em Ufá, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, falou sobre a cooperação entre os dois países na área aeroespacial.

    Segundo o Governo brasileiro, a área científico-tecnológica é atualmente um dos elementos que impulsionam a relação de Brasil e Rússia. Para o Ministro Aldo Rebelo, vários acordos entre os dois países já estão em curso e outros vão ser ampliados, como o sistema de navegação global por satélite GLONASS. “Postos de observação do Glonass, que é uma espécie de GPS usado pelos russos, já estão instalados no Brasil – dois, na Universidade de Brasília”, disse Aldo Rebelo. “Eles [os russos] querem a ampliação, e nós vamos conceder mais dois pontos de observação, um na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, outro no Instituto Tecnológico de Recife, em Pernambuco, para ampliar o espaço de observação, da precisão e do funcionamento do GLONASS no hemisfério sul, e o Brasil oferece essa contribuição.”

    Outro projeto em destaque entre Brasil e Rússia é na área da astronomia, com a criação de um posto de monitoramento de resíduos espaciais, em Itajubá, Minas Gerais, com pesquisadores russos em parceria com profissionais brasileiros, com o objetivo de evitar acidentes no espaço. “Já há um acordo assinado, e nós estamos adquirindo os equipamentos para um laboratório de observação de detritos do espaço. Países que têm interesse no espaço acompanham com cuidado os detritos e a formação do lixo espacial. É muito material descartado permanentemente em deslocamento pelo espaço, e isso pode causar acidentes, porque vai aumentando a presença de objetos, de satélites em várias camadas, desde as suborbitais até as mais elevadas, e com tanto material na órbita e na subórbita o risco de acidente é proporcional ao aumento desses equipamentos.”

    O Ministro Rebelo também citou a adesão do Brasil no projeto Aster, de observação de asteroides, com interesse principalmente no desenvolvimento de projetos de lançamento de satélites. “O Brasil tem acordos na projeção e construção de satélites e de foguetes com vários países, com a China, a França, para desenvolvimento de satélites georreferenciados. Tem acordo com a Alemanha para a construção de microlançadores de satélites. Nós temos também o nosso próprio projeto de criar o nosso lançador, que já há uma cooperação com os russos nesse sentido.”

    A primeira Missão Brasileira de Espaço Profundo (Aster) é um projeto multiinstitucional da Agência Espacial Brasileira. O objetivo principal é a construção de uma sonda espacial de pequeno porte para explorar o asteroide triplo 2001SN263, descoberto em 2008 na região entre Marte e Júpiter.

    Ainda foi discutido na 7.ª Cúpula do BRICS a possibilidade de trabalho conjunto de Brasil e Rússia na área de energia atômica.

    Tema:
    BRICS: organização do futuro (189)

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    Tags:
    Aster, GPS, Glonass, BRICS, Aldo Rebelo, Dilma Rousseff, Rússia, Brasil
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