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    John Kerry e Sergei Lavrov em Munique, 7 de fevereiro de 2015

    Lavrov comenta posições da Rússia na agenda internacional

    © AP Photo / Jim Watson, Pool
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    Em entrevista coletiva nesta terça-feira (30), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, abordou os principais temas da agenda internacional, incluindo a crise na Síria, o Estado Islâmico, a Ucrânia e os acordos com os EUA para a redução de mísseis.

    Falando às margens da última rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano em Viena, Áustria, o chanceler russo disse que no contexto da crise síria, foi planejado “discutir a coordenação de ações dos Estados em vista da crescente ameaça do grupo terrorista Estado Islâmico”. 

    “Temos um entendimento mutuo com nossos parceiros americanos de que a situação requer mais ações (…) Não posso entrar em mais detalhes no momento. Apenas sugiro que prossigamos com as nossas consultas, e que as consultas envolvam outros Estados”, disse Lavrov.

    Segundo o ministro, outro assunto discutido pelas partes foi o desenvolvimento do acordo prévio alcançado durante a visita de John Kerry a Sochi, em relação à resolução da crise na Ucrânia.

    “Usaremos o canal que foi estabelecido com o acordo mútuo dos presidentes russo e americano para este propósito”, afirmou o chanceler, acrescentando que “nos próximos dias teremos mais reuniões, e a principal condição para isto, para o trabalho do quarteto da Normandia [Rússia, Ucrânia, França e Alemanha], é seguir com os Acordos de Minsk”.

    “Permanecemos firme em nossa posição de que esses acordos devem ser cumpridos exatamente do jeito que foram projetados”, ressaltou.

    Lavrov também disse que foram discutidos “problemas ligados à estabilidade estratégica e aos acordos internacionais, incluindo os tratados sobre mísseis balísticos de médio e longo alcance”. Sobre este tema, o chanceler russo afirmou que foi discutida a criação de “centros especiais para reduzir o número desses mísseis na Rússia e nos EUA”.

    Além disso, Lavrov também abordou a questão dos prisioneiros russos em Guantánamo, bem como o problema mais geral dos cidadãos russos detidos sob a jurisdição americana. Segundo o chefe da diplomacia russa, Kerry prometeu analisar pessoalmente esses casos.

    Já a respeito do acordo nuclear com Teerã, o ministro observou que a questão do levantamento de sanções contra o país diz respeito a sanções impostas pelos EUA, mas garantiu que a “situação está progredindo”. 

    “Temos todas as razões para acreditar que os resultados possam ser atingidos num futuro próximo”, ponderou Lavrov.

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros da China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos estão reunidos em Viena desde o dia 26 de junho para a rodada de conversações do grupo conhecido como P5+1. O objetivo é chegar a um acordo abrangente que aliviaria o Irã das sanções internacionais em troca de restrições sobre seu programa nuclear. O prazo para o acordo final havia sido planejado esta para terça-feira, mas as negociações irão se prolongar.

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    Tags:
    míssil balístico, mísseis, sistema de mísseis, terrorismo, programa nuclear iraniano, P5+1, Estado Islâmico, John Kerry, Sergei Lavrov, China, Reino Unido, Síria, Alemanha, França, Ucrânia, Áustria, Viena, Irã, EUA, Rússia
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