10:14 17 Janeiro 2021
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    Os bancos gregos estão fechados nesta segunda-feira (29) confirmando o que já fora antecipado no final de semana pelo governo grego. A medida provocou desde sábado (27) uma grande corrida aos caixas eletrônicos do país, mas os valores estão limitados a US$ 66 por dia. Somente pessoas com cartões de crédito estrangeiros ficaram livres da restrição.

    O impasse nas negociações entre a Grécia e a União Europeia pela ampliação da ajuda a Atenas foi o motivo para a medida do governo. O fato gerou grande apreensão no bloco continental, pois aumentou o temor de um calote grego do país, que tem até terça-feira (30) para quitar € 1,6 milhão junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Na sexta-feira (26), o Banco Central Europeu (BCE) divulgou um comunicado informando que manteria a liquidez urgente dos bancos gregos, mas avisou que estava disposto a rever a decisão a qualquer tempo. O valor máximo destes aportes é de € 89 bilhões, quantia que está se esgotar.

    O comunicado do BCE informou que o presidente do Banco Central da Grécia, Yanis Stournaras, garantiu que fará o possível para manter a estabilidade financeira e evitar a quebra da economia do país no que teria classificado como “circunstâncias difíceis”.

    A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, por sua vez, afirmou no domingo (28) que está decepcionada com a falta de um acordo entre a Grécia e a União Europeia. Ela disse que ainda acredita em “uma abordagem equilibrada é necessária para ajudar a restaurar a estabilidade econômica e o crescimento” grego.

    O risco da Grécia deixar a Zona do Euro é cada vez mais eminente. Os credores internacionais ficaram irritados com a aprovação no parlamento grego de um plebiscito, proposto pelo Primeiro-Ministro Alexis Tsipras, sobre as exigências internacionais para o programa de apoio ao país.

    O fechamento dos bancos gregos provocou uma reação do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker. Ele criticou o governo da Grécia, em entrevista em Bruxelas, por rejeitar o programa de reformas proposto em troca de investimentos e disse que se sentia traído. No entanto, afirmou que ainda acreditava que a saída da Zona do Euro não era uma opção.

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