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    O ministro do interior da Ucrânia, Arsen Avakov, declarou nesta quinta-feira (18) que foram presos os assassinos do famoso jornalista ucraniano de oposição Oles Buzina, morto em Kiev em meados de abril deste ano.

    Avakov escreveu no seu Facebook que o assassinato de Buzina foi resolvido. Hoje de manhã foram detidos dois suspeitos – Andrei Medvedko (nascido em 27 de setembro de 1989) e Denis Polischyuk (nascido em 14 de junho de 1990). Ambos são residentes de Kiev. 

    “Nós determinamos quando, onde e de quem as pessoas mencionadas compraram o veículo que usavam depois para vigiar Buzina. Foi neste mesmo veículo os criminosos fugiram do lugar de assassinato”, escreveu o ministro do Interior ucraniano. 

    Ele também manifestou que a investigação tem provas diretas de culpa dos detidos, inclusive testes de ADN e relatos de testemunhas. 

    УБИЙСТВО О. БУЗИНЫ РАСКРЫТО.16 апреля около часа дня двое преступников расстреляли бывшего шеф-редактора газеты "Сегод…

    Posted by Arsen Avakov on Thursday, 18 June 2015

    Mais tarde na quinta-feira Avakov escreveu no seu Twitter que a polícia deteve mais um suspeito. 

    Entretanto, a agência de informação ucraniana UNN alegando as palavras do ministro disse que um dos suspeitos era membro da companhia especial do Ministério do interior Garpun. 

    Lembramos que o jornalista Oles Buzina era famoso pelas suas posições políticas pró-russas e atitude crítica em relação ao movimento Maidan. Segunda a polícia de Kiev, no dia 16 de abril ele foi morto a tiro perto de sua casa no centro da cidade por dois homens mascarados.

    A morte de Buzina foi destacada no último relatório da ONU sobre o conflito ucraniano publicado no dia 1 de junho:

    "Em 16 de abril, Oles Buzina, jornalista ucraniano, escritor e ex-redator do jornal Segodnya, foi morto nas imediações do seu domicílio em Kiev por dois desconhecidos, cujos rostos estavam cobertos com máscaras. Ele era conhecido pelas duras críticas que fazia ao governo, especialmente em relação aos eventos do Maidan [desordens em massa que originaram com o movimento pró-europeu em finais de 2013 e terminaram com o golpe de Estado em fevereiro de 2014] e ao conflito no Leste [da Ucrânia]", indica o relatório.

    Depois, o documento da ONU cita a reação oficial do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, que qualificou o assassínio do jornalista opositor de "provocação".

    No contexto da declaração de ministro do interior da Ucrânia Arsen Avakov que um dos assassinos de Buzina serviu na companhia policial especial vale lembrar que no fim de abril o grupo de hackers CyberBerkut publicou uma série de documentos que supostamente apontam a participação dos membros do serviço de segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em ucraniano) no assassinato de Oles Buzina. 

    Também é de notar que a morte de Buzina foi precedida pelo assassinato de jornalista Sergei Sukhobok em 13 de abril e  ex-integrante do parlamento ucraniano Oleg Kalashnikov em 15 de abril. Ambos eram críticos do atual governo pró-europeu da Ucrânia.

    Esta série de assassinatos politicamente motivados provocou reação negativa por parte da Rússia.

    “Quantas mais vítimas o mundo precisa para perceber que na Ucrânia têm cometido seletivos assassinatos políticos?.. Ou os Estados Unidos e a Europa consideram tudo que está acontecendo na Ucrânia o motivo para reforçar as sanções contra a Rússia?”, afirmou Konstantin Kosachev, chefe do Comitê Internacional do Conselho da Federação da Rússia, ao comentar a situação no país em abril.

    Tags:
    jornalistas, polícia, assassinato, Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), Oles Buzina, Arsen Avakov, Kiev, Ucrânia
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