19:36 15 Dezembro 2017
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    WikiLeaks: Acordo da Parceria Trans-Pacífico pode resultar em pressão sobre BRICS

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    O site WikiLeaks publicou 17 documentos relacionados com as negociações segredas sobre o Acordo da Parceria Trans-Pacífico entre os EUA, a UE e os 23 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Publicação de documentos sigilosos tornou-se o maior vazamento da informação sobre o Acordo sobre Comércio de Serviços (TiSA) – a parte do Acordo estratégico da Parceria Trans-Pacífico (TPP), e o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento  (TTIP).

    O TiSA abrange todos os serviços sociais e o setor de serviços, que inclui água e energia, transportes, bancos, seguros, telecomunicações, sistema de transporte e gás. As negociações sobre a TiSA têm sido realizadas a portas fechadas desde 2013.

    Os participantes das negociações são Estados-membros de OMC: em particular, os EUA, países da UE, Turquia, México, Austrália, Paquistão e Israel, relata o site do canal de TV Russia Today. De fato os países que assinaram o acordo entregam a parte de sua economia sob controle do TiSA.

    Em 2014 WikiLeaks publicou a declaração de que “as ações dos participantes do TiSA são dirigidas para desregulamentação dos mercados mundiais de serviços financeiros”. O site da Comissão Europeia informa que as partes do acordo constituem 70% do comércio mundial de serviços.

    Na última publicação de WikiLeaks se nota, que muitos países, incluindo os membros dos BRICS — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, não estão envolvidos nas negociações sobre TiSA.  Isso pode ser interpretado como tentativa de criação de um contrapeso para esta associação.

    O diretor da ONG de direitos humanos Global Justice Now, Nick Dearden, disse que este vazamento “reforça as preocupações sobre a ameaça, representada pela TiSA para os essencial serviços públicos”.

    “Esta é uma página negra na história da democracia, quando só por meio de tais vazamentos podemos estar conscientes que nossos governos propõem uma reestruturação radical do quadro jurídico no domínio dos serviços públicos”, sublinhou o ativista.

    Mais cedo, foi relatado que WikiLeaks pretende pagar uma indemnização de 100 mil dólares para o texto de capítulos inéditos do Acordo da Parceria Trans-Pacífico. A montante foi coletada por doações diretamente através do site reveladora.

    “Sem privacidade e sem desculpas. Vamos livrar o acesso à Parceria Trans-Pacífico de uma vez e para sempre”, se diz na mensagem de Julian Assange, publicado no site de WikiLeaks.

    Tags:
    Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), negociações, economia, WikiLeaks, BRICS, Julian Assange, União Europeia, EUA, Rússia, Brasil
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