08:32 12 Dezembro 2017
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    Grafiti patriótico relacionado à reintegração da Crimeia à Rússia

    Ex-presidente da França reconhece: “a Crimeia nunca foi ucraniana”

    © Sputnik/ Artem Zhitenev
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    A Crimeia nunca fez parte da Ucrânia e se a questão da inviolabilidade das fronteiras surgir, deve ser decidida pela Organização das Nações Unidas, segundo afirmou nesta sexta-feira (29) o ex-presidente francês Valery Giscard d'Estaing, em palestra na Universidade de Moscou.

    "A Crimeia foi conquistada pela Rússia há muitos séculos e, essencialmente, nunca foi ucraniana", disse ele durante a aula, cujo tema versou sobre as relações da União Europeia com seus vizinhos-chave no cenário internacional.

    Mencionando os recentes debates acerca da necessidade de respeitar as fronteiras estatais criadas depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o ex-líder francês disse: "Não nos esqueçamos de que a conferência de paz de Yalta, em que participaram [o presidente dos EUA, Franklin] Roosevelt e [o primeiro-ministro britânico Winston] Churchill, foi realizada na Crimeia".

    Giscard d'Estaing também defendeu que cabia à comunidade internacional de nações, incluindo a ONU, a tarefa de determinar as fronteiras de um país.

    "Portanto, se queremos continuar discutindo esta questão, façamo-la a nível internacional, no âmbito da Organização das Nações Unidas", concluiu.

    Um dos princípios norteadores da Carta das Nações Unidas de 1945 é justamente o direito à autodeterminação dos povos, que garante a qualquer povo, em qualquer país, o direito de determinar seu próprio status político sem intervenção externa. No ano passado, após um golpe de Estado em Kiev ter levado ao poder um novo governo mais alinhado aos interesses ocidentais, 96,77% dos habitantes da Crimeia e 95,6% dos eleitores de Sebastopol decidiram em referendo popular se separar da Ucrânia e se reintegrar à Federação Russa.

    Valery Giscard d'Estaing, 89 anos, foi presidente da França entre 1974 e 1981. Autor de diversos ensaios e romances, ele é membro da Academia Francesa desde 2003.

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    Tags:
    Ucrânia, Crimeia, França, Rússia
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