02:36 12 Novembro 2019
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    Navios suecos buscando um misterioso submarino russo

    Suécia quer minar Gotlândia temendo invasão russa

    © AFP 2019 / FREDRIK SANDBERG / TT NEWS AGENCY / AFP
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    Pânico está se espalhando na ilha sueca de Gotlândia. Especialistas militares exigem envio de cinco mil militares à ilha e políticos locais querem minar a sua costa.

    Caça F-18 Hornet
    © flickr.com / Departamento da Defesa dos EUA
    Nesta terça-feira o canal televisivo TV4 Nyheterna comunicou o desejo de um político local do Partido popular, Ulf Klasson, de criar cavidades especiais sob três portos da Gotlândia: Slite, Klintehamn e Visby. Essas cavidades podem ser minadas para impedir a invasão hipotética de um adversário. A Rússia é considerada como a maior ameaça. 

    “A Gotlândia é uma base estratégica no Báltico. Queremos parar a invasão hipotética para poder receber ajuda do continente”, manifestou Klasson numa entrevista ao Dagens Nyheter (DN).

    Além disso, seria inaceitável que o adversário potencial possa desativar minas antes da chegada do reforço do continente. Karlis Neretnieks, o antigo reitor do Instituto da Defesa opina que na ilha devem ficar 1.500 militares, 20-30 tanques, 50 blindados, um batalhão de artilharia e uma bateria de defesa antiaérea com o pessoal de 200 soldados. 

    A ilha Gotlândia, que neste momento é quase desmilitarizada, só tem interesse para turistas, mas segundo Karlis Neretnieks, a invasão teorética da Gotlândia pode ameaçar os países bálticos que a OTAN não conseguirá proteger neste caso.

    O especialista militar sueco acha que os habitantes locais tomam a sério a ameaça russa e por isso não estarão contra a presença de militares.

    Peter Mattson, do mencionado Instituto da Defesa por sua vez frisa o fato que o porto de Slite foi equipado pela companhia russo-alemã Nord Stream devido à transportação de gás através do mar Báltico. Ele acha suspeitoso que a possibilidade de minar o porto não foi prevista desde o início e opina que isto é um plano astucioso da Rússia.

    Segundo as palavras de Mattson, a OTAN, os países bálticos e a Polônia estão muito preocupados com o fato que a Suécia não poderá proteger a Gotlândia. 

    “A nossa percepção de ameaças é ingênua e não está baseada em fatos. Vimos na Ucrânia que há uma vontade política pronta a usar a potência militar”, manifestou. 

    Vale lembrar que durante muitos anos a Suécia seguia a política de não envolvimento em blocos e alianças militares, por isso não tem obrigações de ajuda mutua em relação aos países bálticos e sobretudo em relação à OTAN. Então quer dizer que os militares suecos estão prontos a se envolver em beneficência. Ou que a decisão de adesão à OTAN já foi tomada.

    Entretanto o mencionado especialista militar Peter Mattsson fez uma estimativa desta “beneficência”: segundo ele, para proteger a ilha será preciso um contingente de 3.000-5.000 soldados. Será preciso um batalhão de defesa antiaérea de 675 pessoas com duas instalações diferentes que poderão atacar helicópteros e abater mísseis de cruzeiro. Além disso, mais 460 militares com mísseis deverão ser alojados na costa. Curiosamente a população total da ilha é cerca de 58 mil pessoas.

    Os volumes necessários por Mattson constituem cerca de um terço de despesas militares da Suécia.

    Submarinos inimigas ainda não foram vistos perto do litoral da Gotlândia. Porém, várias vezes por dia chega uma balsa da Suécia continental. Será que em breve os passageiros poderão sentir emoções agudas descendo à costa minada?

    Suécia quer minar Gotlândia temendo invasão russa
    © Sputnik / Vitaly Podvitsky
    Suécia quer minar Gotlândia temendo invasão russa

    Tags:
    Defesa, Exército, OTAN, Gotlândia, Mar Báltico, Suécia, Rússia
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