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    Não há razões para manter armas nucleares na Europa, diz o embaixador da Rússia na OTAN

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    O representante permanente da Rússia na OTAN, Alexander Grushko, disse nesta sexta-feira, 15, que não há razões objetivas para manter armas nucleares táticas na Europa.

    "Eu estou falando sobre a prática da chamada missão nuclear de países membros da OTAN. Este problema não é novo. Ele surgiu antes mesmo da assinatura do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) em 1968", disse o diplomata. 

    Segundo ele, "a questão é que as armas nucleares não estratégicas dos EUA ainda são implantadas nos territórios dos membros não-nucleares da aliança, por exemplo, na Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia". 

    "No entanto, um número de membros não-nucleares da OTAN têm veículos aéreos, aviões capazes de transportar armas nucleares", observou Grushko, acrescentando que "isto é categoricamente proibido pelo tratado TNP”. 

    O diplomata russo ainda destacou que “hoje não existem razões objetivas para manter armas nucleares táticas na Europa”. Segundo ele, “a mera presença das armas nucleares dos EUA na Europa é um fator desestabilizador”. 


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    Tags:
    arma nuclear, OTAN, Aleksandr Grushko, Europa, Rússia
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