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    O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, vencedor do Nobel da Paz de 2002, declarou que a reintegração da Crimeia à Rússia, no ano passado, foi uma medida praticamente inevitável, já que refletia o desejo da população local. E, segundo ele, isso não poderá ser mudado em um futuro próximo.

    Em entrevista concedida a uma rádio russa, Carter, que governou os Estados Unidos entre os anos de 1977 e 1981, relembrou o histórico da península, destacando que sua transferência para o controle ucraniano, efetuada por Nikita Khrushchev, em 1954, foi um ato simbólico, que não levou em consideração a possibilidade de a União Soviética se desintegrar um dia. Quanto ao retorno da região à Federação Russa, em março de 2014, o político disse que "isso era o que o povo da Crimeia queria". 

    Nesta semana, o ex-presidente americano participou de uma série de eventos em Moscou, com outros antigos políticos e diplomatas da organização internacional conhecida como The Elders, fundada por Nelson Mandela em 2007 com o objetivo de discutir soluções pacíficas para os diversos problemas mundiais. Também participaram desses encontros o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e o mediador oficial da ONU para a guerra civil na Síria entre 2012 e 2014, Lakhdar Brahimi.

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    Tags:
    Rússia, EUA, Crimeia, Ucrânia, União Soviética, Síria, Jimmy Carter, Lakhdar Brahimi, Kofi Annan, Nelson Mandela, Nikita Khrushchev, The Elders, ONU
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