23:06 21 Novembro 2019
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    O brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas

    Defesa de brasileiro ainda acredita que pode livrá-lo da pena de morte na Indonésia

    © AFP 2019/ STR/AFP
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    A defesa de Rodrigo Gularte, condenado à pena de morte na Indonésia, tentará um último recurso para evitar a execução do brasileiro. Seus advogados farão um novo pedido na próxima segunda-feira (27) contestando a sentença.

    A tentativa se baseia na avaliação médica do brasileiro, cujo laudo ainda não foi divulgado pelas autoridades indonésias. Ele teria esquizofrenia e as leis do país asiáticos proíbem a condenação à morte de réus com problemas mentais.

    No entanto, a imprensa da Indonésia afirma que todos os recursos do brasileiro e de outros oito, de um grupo de 10 condenados à morte e que estariam em vias de serem executados, já foram esgotados. Apenas um não é estrangeiro, justamente o que ainda pode contestar a sentença.

    Recentemente, a Indonésia adiou a execução dos prisioneiros por conta da presença de autoridades estrangeiras para o Congresso Ásia-África, que se encerrou nesta sexta-feira (24). No entanto, os embaixadores dos países cujos cidadãos estão no grupo foram convocados para uma reunião no sábado (25) e a lei indonésia prevê que os representantes diplomáticos devem ser avisados do cumprimento da pena de morte com ao menos 72h de antecedência.

    Rodrigo Gularte foi preso em julho de 2004, quando tentou entrar na Indonésia com uma prancha de surfe recheada de cocaína. A justiça local decretou sua pena no ano seguinte. Caso seja executado, ele será o segundo brasileiro morto no país este ano. O primeiro foi Marco Archer Cardoso Moreira, fuzilado em janeiro junto com outros cinco presos.

    Além do brasileiro, o grupo de sentenciados à morte na Indonésia tem cidadãos de França, Austrália, Gana, Nigéria e Filipinas. A condenação capital de estrangeiros tem gerado protestos de muitos países. O Brasil e a Noruega chamaram de volta seus embaixadores em fevereiro. A presidente Dilma Rousseff negou temporariamente as credenciais do novo embaixador indonésio.

    Ao mesmo tempo, os governos da França e da Austrália destacaram que as relações com Jacarta ficarão comprometidas caso seus cidadãos sejam executados. O presidente indonésio, Joko Widodo, assumiu em 2014 fazendo do combate ao tráfico internacional de drogas uma bandeira. Ele negou clemência aos condenados à morte.

    Tags:
    tráfico, esquizofrenia, contestatção, recurso, drogas, cocaína, execução, pena de morte, Congresso Ásia-África, Marco Archer, Joko Widodo, Rodrigo Gularte, Dilma Rousseff, Jacarta, Gana, Filipinas, Austrália, Noruega, Nigéria, França, Indonésia, Brasil
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