04:24 22 Agosto 2017
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    Ukrainian President Petro Poroshenko arrives for a live broadcast in Kiev to order the military to implement a ceasefire early on February 15, 2015

    Mídia: Kiev acusa Moscou para distrair dos problemas ucranianos reais

    © AFP 2017/ SERGEI SUPINSKY
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    Ucrânia: campo de batalha (286)
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    Kiev oficial responsabilizou "forças externas" pela série de assassinatos políticos na Ucrânia, escreve a mídia norte-americana. Assim, as autoridades ucranianas, em vez de resolverem os problemas internos, estão tentando distrair a atenção das pessoas.

    Durante a recente Linha Direta, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que, no caso do assassinato de Boris Nemtsov, já foram encontrados e detidos os autores do crime. Ao mesmo tempo, "na Ucrânia, que pretende ser uma democracia e tenta aderir à Europa democrática, nada disso acontece. Onde estão os assassinos dessas pessoas? Eles simplesmente não existem, nem os mandantes, nem os executores. E tanto na Europa como na América do Norte preferem não ver o que se passa, escreve a publicação Nacional Interest.

    O autor do artigo mostra-se preocupado com a tendência do presidente ucraniano Poroshenko para o "cinismo" e a "obsessão" por inimigos externos. Como exemplo, é indicada a reação do líder ucraniano em relação aos recentes assassinatos políticos no seu país.

    "É claro que esses crimes são todos parte de uma mesma tendência. Esta é uma provocação deliberada dos nossos inimigos, provocação destinada a desestabilizar a situação política na Ucrânia, a desacreditar a escolha política do povo ucraniano", declarou Poroshenko em comunicado.

    Em outras palavras, Kiev acredita que esses crimes são obra de estrangeiros que tentam derrubar o governo e não uma evidência de tendências perigosas do próprio país.

    As autoridades ucranianas não apresentaram qualquer prova sobre quem poderia ter estado por trás dos assassinatos, mas Poroshenko usa estes crimes para lembrar ao público alegadas ameaças externas e para desviar a atenção dos problemas internos.

    De acordo com o Nacional Interest, a guerra no leste da Ucrânia reforçou a divisão existente no país e a radicalizou a vida política. Mas estes problemas são principalmente internos e, ao não reconhecê-los como tal, Poroshenko perde uma oportunidade de lidar com eles. São precisamente esses problemas que representam a maior ameaça à democracia e ao Estado ucraniano, de acordo com o autor da matéria.

    Tema:
    Ucrânia: campo de batalha (286)
    Tags:
    opinião, vítimas, Pyotr Poroshenko, Ucrânia
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