16:44 21 Agosto 2017
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    Tropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez.

    ONU ignora culpa da OTAN em mortes no Afeganistão

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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)
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    Nos últimos três meses no Afeganistão foram registrados 1.800 civis mortos e feridos. A ONU não responsabiliza o contingente militar sob a liderança da OTAN por nenhum desses sinistros.

    Os funcionários da missão da ONU no Afeganistão publicaram o relatório sobre mortes de civis, onde se indicam 1.810 vítimas nos primeiros três meses de 2015. Em comparação com os dados no mesmo período em 2014, o número das vítimas diminuiu 2%. A estatística inclui 1.155 casos de ferimentos e 655 – de mortes.

    A missão da ONU responsabilizou a oposição militar, quer dizer, os grupos terroristas por 73% das perdas; 14% das vítimas foram atribuídos às forças pró-governamentais.

    Ambas as partes em conflito foram responsabilizadas por 7% das vítimas, e nos 6% que restam não foram identificados culpados, uma vez que a maioria dos acidentes esteve associada com a ativação de engenhos explosivos não detonados.

    Segundo a estatística publicada, a Força Internacional de Assistência para Segurança (ISAF na sigla em inglês), o contingente militar internacional que opera no Afeganistão desde 2001 sob liderança da OTAN, não é responsabilizada por mortes de civis durante este período.

    O analista político independente afegão Abdoul Hamit Safout acha que essas estatísticas podem ser contestadas. Conforme ele diz, no último ano o Afeganistão atravessou uma série de desafios que não contribuíram para o estabelecimento da paz no país: as eleições prolongadas, a formação do governo, que se revelou instável, e a estrategicamente mal concebida retirada das tropas da coalizão ocidental. Além disso, houve sérias dificuldades na aprovação de candidatos para os cargos dos ministérios do Interior e da Defesa que foram ocupados por políticos não só afegãos, mas também dos países ocidentais. 

    “Acho que muitos entendem de onde ‘crescem as pernas’ da história. Além disso, houve informações sobre atrasos nos salários dos funcionários das forças da Segurança Nacional. É importante notar que uma parcela significativa de seus salários é assegurada pela ISAF. Todos esses fatores tiveram um impacto negativo sobre a frágil paz no Afeganistão. As forças de segurança começaram a recuar sob os ataques terroristas. No ano novo, de fato, nada mudou. Daí as vítimas civis que continuam”, disse Abdoul Hamit Safout.

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    Afeganistão entre OTAN e Talibã (109)

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    vítimas, OTAN, ONU, Afeganistão
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