17:57 22 Novembro 2017
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    Ehud Olmert, ex-premiê de Israel.

    Ex-premiê de Israel é considerado culpado por fraude

    © REUTERS/ Abir Sultan
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    O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert foi considerado culpado, nesta segunda-feira (30), por um tribunal distrital de Jerusalém das acusações de fraude e abuso de confiança, num novo julgamento de um caso de corrupção que o forçou a deixar o cargo há seis anos.

    Olmert foi condenado por ter aceitado dinheiro do empresário norte-americano Morris Talansky quando era ministro do Comércio do país e prefeito de Jerusalém. Promotores israelenses afirmam que a quantia foi dada em troca de favores políticos. A condenação pode levá-lo a uma sentença de cinco anos de prisão. Seus advogados vão apelar da condenação.

    A decisão foi divulgada quase um ano depois de Olmert ter sido condenado em outro caso de corrupção, por ter aceitado suborno do setor imobiliário. Ele foi sentenciado a seis anos de prisão e também recorre da decisão.

    O veredicto desta segunda-feira reverte uma decisão de 2012, adotada pelo mesmo tribunal, que o havia inocentado do crime de corrupção. Um novo julgamento foi aprovado depois de a ex-secretária de Olmert, Shula Zaken, ter concordado em testemunhar contra o ex-chefe. 

    Originalmente, as acusações levaram o ex-primeiro-ministro a abandonar sua tentativa de reeleição em 2008. Ele continuou no cargo até o início de 2009, quando eleições gerais levaram ao poder o atual premiê, Benjamin Netanyahu, e seu partido, o Likud. Olmert, de 69 anos, afirma que estava à beira de fechar um acordo histórico com os palestinos quando deixou o cargo.

    Os juízes devem decidir se Olmert cumprirá outra pena pela condenação desta segunda-feira ou se a primeira condenação é suficiente para puni-lo pelas duas condenações, informou o especialista Emanuel Gross. "Trata-se de uma tarefa muito, muito séria que o tribunal vai enfrentar ao decidir se vai punir o ex-primeiro-ministro por um crime, depois de a corte saber que ele foi condenado por suborno."

    Quando Olmert deixou o cargo, Israel e os palestinos haviam passado por um período de mais de um ano de intensas negociações sobre os termos da independência palestina. Os palestinos querem toda a Cisjordânia e o leste de Jerusalém, além da Faixa de Gaza, como território de seu Estado independente. Israel ocupou as três áreas em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias e se retirou de Gaza em 2005.

    Olmert disse que apresentou aos palestinos a mais generosa proposta israelense até hoje, oferecendo cerca de 95% da Cisjordânia, além de uma troca de terras para compensar os demais 5% de território. Além disso, ele propôs que Jerusalém Oriental, onde estão os mais sensíveis locais religiosos da cidade, tivesse uma administração internacional.

    Uma série de políticos de alto escalão foram condenados por corrupção nos últimos anos. Em 2009, o ex-ministro de Finanças Avraham Hirschson foi sentenciado a mais de cinco anos de prisão por crimes financeiros. O ex-ministro Shlomo Benizri foi sentenciado a quatro anos de prisão por suborno. 

    O ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman esteve durante anos no centro de uma investigação por corrupção. Ele deixou o cargo, mas voltou ao gabinete em 2013, após ser inocentado das acusações. No final do ano passado, 30 figuras públicas e políticos ligados ao partido de Lieberman, o Yisrael Beitenu (Israel é nosso Lar), foram destacados numa investigação por corrupção que ainda está em vigor.

     

    Estadão Conteúdo

    Tags:
    condenação, fraude, acordo, corrupção, Guerra dos Seis Dias, Ehud Olmert, Avigdor Lieberman, Benjamin Netanyahu, Cisjordânia, Palestina, Jerusalém, Faixa de Gaza, Israel
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