05:56 23 Outubro 2017
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    Protestos na Ucrânia

    Eurodeputado: Ucrânia enfrentará dias escuros quando Europa ficar cansada com ela

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    A Ucrânia deve precipitar-se com reformas ou os grandes países europeus deixarão de apoiá-la, disse o deputado do Parlamento Europeu Gabrielius Landsbergis numa entrevista à emissora Deutsche Welle.

    “De Kiev chegam muitos sinais que geram preocupação: que nem todas as reformas começaram, que a luta contra corrupção avança muito lento, que oligarcas têm o mesmo poder que nos tempos de Yanukovich [antigo presidente ucraniano derrubado pelo movimento Maidan]. Isto com certeza gera preocupação”, frisa Landsbergis. 

    Soldados do batalhão Azov ostentando o símbolo neonazista do Wolfsangel
    © Sputnik/ Aleksandr Maksimenko
    Segundo ele, os países como a Lituânia, Polônia, Letônia e Estônia irão apoiar a Ucrânia “tanto tempo que for necessário” ao contrário dos outros países europeus. “Os países da Europa Ocidental querem ter certeza que haja um progresso claro. Se os maiores deles sentirem cansaço, dias escuros começarão para a Ucrânia”, acrescentou. 

    “Não posso dizer quando o cansaço ficar irresistível, mas espero que a Ucrânia ainda tenha tempo suficiente para estabilizar a situação. Para mim um dos prazos críticos é o junho. Inclusive por causa da questão de sanções antirrussas que deverão ser prolongadas”, disse Landsbergis.

    Esta entrevista mais uma vez mostra a divisão na União Europeia. Por um lado estão os novos membros da UE na Europa Oriental, nomeadamente, países bálticos e Polônia, também às vezes designados por alguns cientistas políticos russos de “cinto russófobo” que apoiam de maneira absoluta as sanções antirrussas e ajuda às novas autoridades da Ucrânia. Por outro lado estão os velhos membros da União Europeia, por exemplo, a França e a Itália que por sua parte têm a visão mais pragmática sobre as relações com a Rússia porque estão começando a sentir os prejuízos da guerra das sanções. E como sublinhou o eurodeputado, saberemos provavelmente qual posição é mais forte em junho quando a União Europeia tomará a decisão sobre o futuro das medidas restritivas impostas contra a Rússia.

    Tags:
    Parlamento Europeu, Rússia, União Europeia, Ucrânia
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