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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta sexta-feira (1º), marcada pelo orçamento de curto prazo dos EUA aprovado por Biden, pelas variações acentuadas nos números da COVID-19 devido às mudanças no sistema de Saúde no Brasil e pela detenção de ex-secretária de campo nazista após fuga do julgamento.

    Mudança em sistema de Saúde gera variações acentuadas no número de casos de COVID-19

    Uma mudança no registro de dados enviados ao Ministério da Saúde provocou variações no número de casos de infecção, o que dificulta as previsões sobre os rumos da pandemia no país, informou ontem (30) o portal G1. Os dados sobre a situação atual da pandemia sofreram mudanças a partir de 8 de setembro, no dia em que a pasta alterou o sistema de notificação. A mudança na maneira de preencher os dados levou a que nem todos os estados e municípios conseguiram se adaptar rapidamente. Por isso, a partir de setembro tem havido mudanças nos dados oficiais, com a queda abrupta no número de casos da COVID-19 no Brasil. O vídeo com a explicação do novo sistema pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde foi repassado aos gestores dos bancos de dados, mas, segundo o médico sanitarista e ex-diretor do DataSUS Giliate Coelho, pode ter faltado tempo e treinamento para o uso da nova versão da plataforma de notificações. Entretanto, o Brasil confirmou mais 637 mortes e 27.979 casos de COVID-19, totalizando 596.800 óbitos e 21.425.777 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Protesto contra a rede de hospitais Prevent Senior em São Paulo, 30 de setembro de 2021
    © REUTERS / AMANDA PEROBELLI
    Protesto contra a rede de hospitais Prevent Senior em São Paulo, 30 de setembro de 2021

    Presidente do Banco do Nordeste é destituído após pedido do líder do centrão

    Após pressão do ex-deputado Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, o Conselho de Administração do Banco do Nordeste (BNB) decidiu, nesta quinta-feira (30), exonerar o atual presidente da instituição, Romildo Rolim. A decisão foi tomada três dias depois que Valdemar divulgou um vídeo com pedido de exoneração do presidente e de toda a diretoria do banco. De acordo com ele, o pedido diz respeito a um contrato mantido pelo destituído presidente e pela diretoria com uma ONG, na casa de R$ 600 milhões anuais. Outros cinco diretores não foram trocados. O diretor de negócios do banco, Anderson Possa, vai assumir a presidência do BNB, que já comandava, interinamente. Rolim foi indicado ao comando do BNB pelo próprio PL em 2018 e se manteve no cargo no ano passado. Ele já foi consultor, gerente e superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, bem como superintendente de Negócios do Setor Público do Banco de Desenvolvimento de São Paulo.

    Romildo Rolim, presidente destituído do Banco do Nordeste
    © Folhapress / Keiny Andrade
    Romildo Rolim, presidente destituído do Banco do Nordeste

    Biden assina orçamento de curto prazo dos EUA

    Nesta quinta-feira (30), o presidente Joe Biden aprovou o orçamento provisório dos Estados Unidos, o que vai impedir a parada de funcionamento do governo. Ele assinou uma legislação de financiamento do governo americano até 3 de dezembro, conforme o comunicado da Casa Branca. O financiamento federal dos EUA devia expirar à meia-noite. O Ato de Assistência de Emergência sobre a Prorrogação do Financiamento do Governo inclui dotações suplementares de ajuda em caso de catástrofe, bem como para os evacuados do Afeganistão e estende várias autorizações expiradas, diz o comunicado. As medidas da lei preveem US$ 28,6 bilhões (R$ 155,7 bilhões) para assistência em situações de emergência e US$ 6,3 bilhões (R$ 34,3 bilhões) para assistir os refugiados afegãos estabelecidos nos EUA. A Câmara dos Representantes e o Senado aprovaram o projeto da lei de financiamento de curto prazo no início do dia (30). Os congressistas democratas e a administração Biden têm tentado conciliar a agenda legislativa, pressionada pelo tempo, que inclui o financiamento do governo para evitar o impasse, bem como o aumento do limite da dívida e a aprovação de um importante acordo de infraestrutura. As tentativas de suspender o teto de dívida e impedir o incumprimento foram duas vezes interrompidas pelos republicanos do Senado, apesar de a Câmara já ter votado a suspensão até 16 de dezembro de 2022.

    Presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, durante coletiva de imprensa no Capitólio, 20 de setembro de 2021
    © AP Photo / Andrew Harnik
    Presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, durante coletiva de imprensa no Capitólio, 20 de setembro de 2021

    Coreia do Norte diz que 4º teste foi de míssil terra-ar

    Nesta sexta-feira (1º), Pyongyang disse ter lançado um míssil antiaéreo recém-desenvolvido, na quarta rodada de testes de armas ocorrida nas últimas semanas. O lançamento foi realizado pela Academia de Ciências da Defesa da República Democrática Popular da Coreia, que anunciou que o teste confirmou a "notável capacidade de combate" do sistema. A KCNA, agência estatal, escreve que o teste é "de grande importância prática na pesquisa e desenvolvimento prospectivos de diferentes tipos de sistemas de mísseis antiaéreos". Acrescentou também que o objetivo do lançamento foi confirmar a operacionalidade do lançador, do radar e do veículo de comando, bem como o desempenho de combate do míssil. A Coreia do Sul, Japão e os Estados Unidos costumam confirmar publicamente os lançamentos de mísseis da Coreia do Norte logo após eles ocorrerem, mas desta vez ainda não o fizeram, indicando que o teste pode não ter sido bem-sucedido. Kim Dong-yub, professor da Universidade de Estudos da Coreia do Norte em Seul, disse à AP que este lançamento parece ser o estágio inicial de um teste a fim de desenvolver um míssil projetado para derrubar mísseis e aeronaves inimigos. Afirmou também que o míssil se assemelha ao sistema de defesa antiaérea russo S-400, que disse ter um alcance máximo de 400 quilômetros e ser capaz de interceptar caças stealth, invisíveis aos radares.

     Teste de lançamento de recém-desenvolvido míssil antiaéreo realizado pela Coreia do Norte, foto divulgada em 1º de outubro de 2021
    © REUTERS / KCNA
    Teste de lançamento de recém-desenvolvido míssil antiaéreo realizado pela Coreia do Norte, foto divulgada em 1º de outubro de 2021

    Sullivan se reúne com embaixador francês nos EUA para recuperar confiança

    O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, realizou nesta quinta-feira (30) uma reunião com o embaixador da França nos Estados Unidos, Philippe Étienne, para discutir as medidas de restabelecimento da confiança, no contexto da crise diplomática devido à quebra do contrato de submarinos entre a França e a Austrália e o anúncio da aliança AUKUS. Em 30 de setembro, Étienne voltou a Washington depois de quase duas semanas de ausência. Paris tinha decidido convocar o embaixador para consultas na sequência da disputa em torno do pacto AUKUS. Este encontro está em linha com o compromisso compartilhado pelo presidente americano Joe Biden e o presidente francês Emmanuel Macron na sua conversa telefônica em 22 de setembro. Eles se comprometeram a iniciar o processo de consultas sobre uma série de assuntos estratégicos, a fim de criar as condições para assegurar a confiança e propor medidas concretas com objetivos comuns, segundo o comunicado da Casa Branca. De acordo com o texto, Sullivan saudou a intenção de Étienne de interagir com funcionários do governo dos EUA para seguir avançando na agenda bilateral rumo à reunião entre Biden e Macron, a realizar na Europa no final de outubro. Em 15 de setembro, os EUA, Reino Unido e Austrália anunciaram uma nova aliança em matéria de defesa, a AUKUS, que na primeira fase prevê a construção de oito submarinos nucleares para a Austrália.

    Assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, durante coletiva de imprensa
    © AP Photo / Evan Vucci
    Assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, durante coletiva de imprensa

    Ex-secretária do campo de concentração nazista, de 96 anos, é detida após fuga

    A ex-secretária de um campo de concentração nazista foi detida nesta quinta-feira (30) após passar algumas horas em fuga no intuito de escapar de seu julgamento e de enfrentar acusações de cumplicidade no assassinato de mais de 10.000 pessoas. Uma das primeiras mulheres a serem processadas por crimes da era nazista em décadas, Irmgard Furchner é condenada por seu papel no campo de concentração Stutthof, na Polônia ocupada, onde era secretária do chefe do campo enquanto adolescente. Mas ela não apareceu na quinta-feira (30) na sessão de abertura de seu julgamento, tendo pegado um taxi e ido em direção desconhecida. O tribunal emitiu um mandato de detenção, após o qual ela foi detida e entregue à corte, onde foi colocada em prisão provisória. O advogado Christoph Rueckel, do lado dos sobreviventes do Holocausto, disse que Furchner escreveu ao tribunal há cerca de três semanas para informar que planejava boicotar o julgamento já que esse seria "degradante" para ela. "Se alguém permanece em silêncio em tal julgamento, ou não aparece, é bastante chocante para esses sobreviventes porque, depois de tantos anos, eles realmente pensam que se poderia ser mais razoável", disse. A abertura do julgamento ocorreu um dia antes do 75º aniversário de condenação à morte de 12 membros sêniores nazistas nos primeiros julgamentos de Nuremberg.

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    Tags:
    Brasil, Ministério da Saúde, EUA, governo, impasse, orçamento, Joe Biden, nazista, julgamento, Coreia do Norte, míssil
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