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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta quinta-feira (22), marcada pelo acordo EUA-Alemanha sobre o Nord Stream 2, pelos protestos na Colômbia com registro de feridos e pelo escândalo em torno da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Tóquio.

    Estudo: Brasil pode alcançar imunidade coletiva apenas em 2022

    Segundo novo estudo, o Brasil precisa aplicar 196 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 para imunizar toda a população adulta, ou 160 milhões de pessoas. Com o ritmo atual da campanha de vacinação no país, a imunidade coletiva, com imunização de 90% dos adultos, pode ser alcançada apenas no primeiro trimestre de 2022. A pesquisa foi realizada com base em dados oficiais do Ministério da Saúde por cientistas da USP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, informou nesta quarta-feira (21) o jornal Folha de São Paulo. De acordo com palavras dos pesquisadores, "a velocidade da vacinação obtida até agora, apesar de mais acelerada nas últimas semanas, ainda é inadequada ao cenário epidemiológico do país". Segundo os dados recentes, 70 milhões dos brasileiros ainda não tomaram sequer uma dose de vacina, ou seja, 44% do público alvo, e apenas 21% dos adultos no país completaram o curso da vacinação recebendo ambas as doses. Entretanto, o Brasil confirmou mais 1.388 mortes e 54.748 casos de COVID-19, totalizando 545.690 óbitos e 19.474.489 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Residentes aguardam em frente do Busão da Vacina, projeto da Cruz Vermelha brasileira em parceria com o governo do estado de Minas Gerais, contra a COVID-19, Ouro Branco, 19 de julho de 2021
    © REUTERS / Washington Alves
    Residentes aguardam em frente do Busão da Vacina, projeto da Cruz Vermelha brasileira em parceria com o governo do estado de Minas Gerais, contra a COVID-19, Ouro Branco, 19 de julho de 2021

    YouTube remove vídeos de canal de Bolsonaro

    Nesta quarta-feira (21), o YouTube removeu vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro. Um deles foi uma transmissão de 27 de maio na qual o presidente sugeriu tomar chás usados por indígenas como tratamento da COVID-19 e mais uma vez defendeu a cloroquina e outros remédios não comprovados como sendo eficazes contra o coronavírus. De acordo com o comunicado da plataforma, o conteúdo dos vídeos viola as políticas do YouTube prestando informações médicas incorretas sobre a COVID-19. "Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que a hidroxicloroquina e/ou a ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir a COVID-19; que garante que há uma cura para a doença ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus", diz o texto. A plataforma também declarou que aplica suas regras, atualizadas a respeito do tema do coronavírus em abril deste ano, a todos os seus usuários, "independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de sua visão política". Anteriormente, o YouTube já tinha bloqueado 17 produções do canal do presidente da República, também por violação da mesma regra, escreve o portal G1.

    Presidente Jair Bolsonaro assiste a partida de leg soccer entre Argentina e Brasil, Estádio Nacional, Brasília, 21 de julho de 2021
    © AP Photo / Adriano Machado
    Presidente Jair Bolsonaro assiste a partida de leg soccer entre Argentina e Brasil, Estádio Nacional, Brasília, 21 de julho de 2021

    Acordo Alemanha-EUA sobre Nord Stream 2 contradiz encontro entre Putin e Biden, diz embaixador russo

    Nesta quarta-feira (21), os EUA e a Alemanha revelaram o acordo a respeito do gasoduto Nord Stream 2. Segundo o documento, Berlim se comprometeu a responder a qualquer tentativa da Rússia de utilizar a energia como arma contra a Ucrânia ou outros países do Leste da Europa e da Europa Central. O pacto visa mitigar o que os críticos do projeto veem como perigo estratégico do gasoduto, que está completo a 98%. A infraestrutura está sendo construída no fundo do mar Báltico para transportar gás da região russa do Ártico para a Alemanha. Conforme o acordo com os EUA, Berlim vai "utilizar todas as alavancas disponíveis" para estender por dez anos o acordo de trânsito de gás Rússia-Ucrânia, que expira em 2024. O comunicado conjunto americano-alemão também confirmou seu apoio à soberania e independência energética ucraniana em relação à Rússia. O embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, comentou o pacto: "O documento suscita sérias questões e até uma falta de compreensão sobre os ataques políticos contra a Rússia. O tom hostil em relação ao nosso país é totalmente contrário ao espírito das negociações dos dois presidentes em 16 de junho em Genebra", adicionando que as tentativas de Washington e Berlim de retratarem a Rússia como um ator agressivo e maligno são ameaças "infundadas e inúteis".

     Gasoduto Nord Stream 2 em construção em Lubmin, nordeste da Alemanha, 26 de março de 2019
    © AFP 2021 / TOBIAS SCHWARZ
    Gasoduto Nord Stream 2 em construção em Lubmin, nordeste da Alemanha, 26 de março de 2019

    Manifestações na Colômbia deixam 50 feridos, segundo ombudsman

    50 pessoas ficaram feridas nos protestos que ocorreram na Colômbia durante a comemoração do Dia da Independência, informou nesta quarta-feira (21) o ombudsman Carlos Camargo. "Os protestos de ontem [20] aconteceram de forma pacífica. No entanto, [...] durante o dia foram relatados 50 feridos: 24 civis e 26 membros das forças de segurança", disse Carlos Amargo em um comunicado. No texto, o ombudsman ressaltou que não teve conhecimento de nenhuma morte durante os protestos. No total, segundo os dados oficiais, "foram registradas 220 atividades, com uma participação de aproximadamente 40.000 pessoas: 146 concentrações, 54 marchas e 18 mobilizações em 102 municípios de 26 departamentos e em Bogotá". Na manhã de 21 de julho, a Polícia Nacional colombiana informou que 70 pessoas foram detidas. As manifestações, que começaram na terça-feira (20), foram convocadas em todo o país pelo Comitê Nacional de Greve (CNP, na sigla em espanhol) formado por centrais operárias, organizações sociais e estudantis, entre outras, que também liderou os protestos de 28 de abril e de 15 de junho contra as medidas impulsionadas pelo governo central.

    Manifestantes enfrentam policiais durante protestos contra o governo colombiano em Medellin, Colômbia, 20 de julho de 2021
    © AFP 2021 / JOAQUIN SARMIENTO
    Manifestantes enfrentam policiais durante protestos contra o governo colombiano em Medellin, Colômbia, 20 de julho de 2021

    Diretor da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos despedido por piada sobre Holocausto

    Hoje (22), na véspera da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Tóquio, os organizadores despediram seu diretor, Kentaro Kobayashi, por uma piada sobre o Holocausto como parte de uma comédia em que participou em 1998. Recentemente, o vídeo com a piada ressurgiu na mídia doméstica. O Centro Simon Wiesenthal, uma organização judaica internacional de direitos humanos, divulgou um comunicado afirmando que associação de Kobayashi com a Olimpíada vai "insultar a memória" de seis milhões dos judeus que morreram no Holocausto. "Eu apresento minhas profundas desculpas por causar problemas e preocupação para muitas pessoas envolvidas, bem como para os residentes de Tóquio e os japoneses em geral, quando a cerimônia de abertura está prestes a começar", disse o chefe do comitê organizador, Seiko Hashimoto. O escândalo aconteceu em meio ao registo de novos casos da infecção pela COVID-19 na vila Olímpica. Um total de 87 profissionais relacionados aos Jogos Olímpicos, incluindo atletas, foram testados positivos à COVID-19, o que forçou a retirada de atletas e isolamento de equipes. Além disso, as equipes da Guiné e a Coreia do Norte se recusaram a participar dos Jogos no Japão, que vão durar até 8 de agosto. A cerimônia de abertura será na sexta-feira (23), com participação de apenas 950 pessoas incluindo cerca de 15 líderes mundiais. Os espectadores foram barrados da maioria dos eventos olímpicos.

    Maria Fazekas, atleta da Hungria, durante treinamento no Ginásio Metropolitano de Tóquio, nos Jogos Olímpicos de 2020, Tóquio, Japão, 22 de julho de 2021
    © AP Photo / Petr David Josek
    Maria Fazekas, atleta da Hungria, durante treinamento no Ginásio Metropolitano de Tóquio, nos Jogos Olímpicos de 2020, Tóquio, Japão, 22 de julho de 2021

    Mídia: Israel realiza ataques aéreos contra Homs no centro da Síria

    Os sistemas de defesa antiaérea da Síria repeliram um ataque de foguetes a partir de Israel, informou na noite de quarta-feira (21) a agência estatal SANA. "As forças de defesa antiaérea estão repelindo uma agressão no céu de Homs", diz a mensagem da agência. Logo depois, a emissora informou, citando fonte militar, que os sistemas de defesa antiaérea da Síria derrubaram a maioria de foguetes israelenses, que foram lançados por Israel contra a província central síria de Homs a partir do noroeste de Beirute, capital do Líbano. Conforme informou o canal de televisão Al Hadath, aviões da Força Aérea de Isael atacaram o aeródromo militar de Shairat. Anteriormente, as forças da Síria já tinham repelido ataques do Exército israelense em 19 de julho. De acordo com a SANA, os ataques foram realizados contra a província de Aleppo.

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, vacinação, Jair Bolsonaro, Brasil, Ucrânia, Rússia, Nord Stream 2, Alemanha, EUA
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