23:35 03 Agosto 2020
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    • Vista da área onde os artefatos subaquáticos de mais de sete mil anos foram encontrados, na costa australiana
    • Pesquisadores procuram artefatos aborígenes na Austrália
    • Pesquisadores da Universidade Flinders procuram artefatos aborígenes no arquipélago Dampier, na Austrália
    • Pesquisadores da Universidade Flinders procuram artefatos aborígenes de mais de sete mil anos no arquipélago Dampier, na Austrália
    • Artefatos subaquáticos encontrados na costa australiana
    • Vista da área onde os artefatos subaquáticos de mais de sete mil anos foram encontrados, no fundo do mar da costa australiana
    • Artefatos subaquáticos de mais de sete mil anos encontrados em arquipélago, na costa australiana
    • Pesquisadores da Universidade Flinders procuram artefatos aborígenes de mais de sete mil anos no arquipélago Dampier, na Austrália
    © REUTERS / Deep History of Sea Country Project & Universidade Flinders, Programa de Arqueologia Náutica
    Vista da área onde os artefatos subaquáticos de mais de sete mil anos foram encontrados, na costa australiana.

    Pesquisadores encontraram uma antiga área arqueológica dos australianos aborígenes que havia submergida há mais de sete mil anos na costa da Austrália.

    Os primeiros enclaves arqueológicos subaquáticos aborígenes, de mais de sete mil anos, quando o fundo do mar era terra firme, foram descobertos na costa noroeste da Austrália, segundo a Universidade Flinders, que participou da pesquisa.

    "A Austrália é um continente muito grande, porém poucas pessoas se dão conta de que mais de 30% de sua superfície terrestre foi inundada pela elevação do nível do mar depois da última glaciação [...] Isso significa que uma grande quantidade da informação arqueológica que documenta a vida dos aborígenes está debaixo d'água", afirmou Jonathan Benjamin, coordenador do Programa de Arqueologia Subaquática da Universidade Flinders.

    A equipe internacional de arqueólogos, que conta com especialistas em arte rupestre, geomorfólogos, geólogos e mergulhadores, localizaram e estudaram antigos artefatos de dois depósitos submersos na costa da Austrália Ocidental nos últimos quatro anos.

    No depósito do cabo Bruguieres, os pesquisadores encontraram mais de 260 objetos de pedra, incluindo moinhos e pedras para moagem, a uma profundidade de até 2,4 metros, segundo estudo publicado na revista científica PLOS ONE.

    Baseado nos dados ambientais e na datação por radiocarbono sugeriram que os artefatos têm ao menos sete mil anos de antiguidade.

    No segundo enclave, de aproximadamente 8.500 anos, foram encontrados sinais de atividades humanas associadas com uma nascente de água doce submersa a 14 metros, incluindo uma ferramenta de corte de pedra feita de material de origem local.

    "Estes territórios, que agora estão submersos, conservam um ambiente favorável para os assentamentos indígenas, que incluem água doce, diversidade ecológica e oportunidades para explorar os recursos marinhos que teriam permitido uma densidade populacional relativamente alta", explicou Michael O'Leary, geomorfólogo marinho da Universidade da Austrália Ocidental.

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    Tags:
    cultura, mar, estudo, civilização, descoberta, Austrália
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