21:16 23 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    COVID-19 no mundo no final de agosto de 2021 (21)
    3232
    Nos siga no

    De acordo com o jornal britânico The Guardian, um novo relatório sobre as origens da COVID-19 deveria surgir na mesa do presidente nesta semana, caso o pessoal de segurança cumpra o prazo.

    A equipe de Biden teve 90 dias para revisar as origens do vírus após diversos cientistas norte-americanos indicarem que já não tinham certeza sobre a origem do SARS-CoV-2.

    O jornal enfatiza que descobrir a origem do vírus que causa a COVID-19 é algo muito importante para a prevenção de novas pandemias, e acredita que um novo relatório seja essencial para isso, questionando se ele surgiu por transmissões virais naturais de morcegos ou por vazamento do laboratório do Instituto de Virologia de Wuhan, na China.

    Contudo, The Guardian ressalta que, devido à falta de novas informações obtidas pela equipe de Biden, provavelmente nenhuma resposta será recebida nesta semana.

    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021

    Em maio, 18 importantes cientistas enviaram uma carta à revista Science alegando que as teorias de vazamento também eram plausíveis, e acusando a Organização Mundial da Saúde (OMS) de não considerar de maneira equilibrada ambos os cenários.

    A principal evidência abordada para apoiar a teoria do vazamento é que os cientistas chineses falharam em encontrar o animal contaminado pelos morcegos e que teria sido responsável pela transmissão a humanos.

    A China é acusada de ter aprimorado um novo vírus para torná-lo mais transmissível e que havia contaminado os funcionários do local com o novo vírus. A suspeita teria sido baseada no fato de o SARS-CoV-2 ser altamente transmissível entre humanos. Contudo, David Robertson, do centro de pesquisa de vírus da Universidade de Glasgow, rejeitou esta hipótese, alegando que este "não é apenas um vírus humano. Nós o encontramos em pangolins. Ele passa de humanos para visons muito facilmente e infectou veados nos EUA. Não é um vírus adaptado para os humanos".

    O professor James Wood, da Universidade de Cambridge, citado pelo The Guardian, acredita que haja fortes evidências apontando para uma transmissão natural do vírus, contudo os grupos políticos não estão satisfeitos com a resposta e promovem a ideia de que a COVID-19 tenha sido causada pelo laboratório chinês, desviando a atenção das crescentes evidências que apontam a que as perdas da biodiversidade, desmatamento e comércio de animais silvestres são os perigos reais.

    Tema:
    COVID-19 no mundo no final de agosto de 2021 (21)

    Mais:

    Ator Tarcísio Meira morre aos 85 anos em decorrência de complicações da COVID-19
    Cientistas revelam cepa da COVID-19 com taxa de mortalidade 2 vezes maior
    Regdanvimabe: Anvisa autoriza uso emergencial de novo remédio para tratamento da COVID-19
    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, China, Wuhan, Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, Joe Biden, Reino Unido
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar