06:04 12 Maio 2021
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    Neste sábado (17), o presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, disse que forças de segurança do país, ao lado do FSB, da Rússia, detiveram um grupo supostamente apoiado pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos que planejava assassiná-lo e tomar o poder no país.

    Neste sábado (17), o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) disse em comunicado que, ao lado do Comitê de Segurança do Estado da Bielorrússia (KGB), deteve dois membros da oposição bielorrussa por conspirar para dar um golpe armado contra o presidente Aleksandr Lukashenko.

    "O FSB, em cooperação com o Comitê de Segurança do Estado da Bielorrússia [KGB], conduziu uma operação para impedir atividades ilegais de Yuri Leonidovich Zyankovich, cidadão bielorrusso e norte-americano, e Aleksandr Iosifovich Feduta, que planejavam um golpe armado na Bielorrússia", diz o comunicado.

    Conforme declarou o FSB, os detidos pretendiam encenar uma "revolução colorida" - do mesmo tipo visto em outras ex-repúblicas soviéticas - com a ajuda de nacionalistas bielorrussos e ucranianos, e assassinar Lukashenko, que enfrentou pressão da oposição para renunciar após ser reeleito em agosto de 2020.

    O advogado Yuri Zyankovich e o cientista político Aleksandr Feduta planejavam matar Lukashenko durante o desfile do Dia da Vitória, em Minsk, no dia 9 de maio deste ano, disse o FSB. O plano incluía tomar o controle da televisão e do rádio da Bielorrússia e derrubar a rede elétrica para impedir a comunicação de unidades e tropas especiais da polícia.

    Zyankovich esteve nos Estados Unidos e na Polônia para consultas e mais tarde organizou uma reunião em um restaurante em Moscou com supostos generais bielorrussos.

    O objetivo final, disse o FSB, era mudar a ordem constitucional bielorrussa, abolir o gabinete presidencial e implementar uma comissão de reconciliação nacional no comando. A KGB bielorrussa está investigando os dois suspeitos sob a acusação de conspirar para dar um golpe.

    Lukashenko diz que grupo planeja matar sua família

    Neste sábado (17), o presidente bielorrusso Aleksandr Lukashenko repercutiu a prisão dos suspeitos durante transmissão da emissora local ONT, afirmando que o grupo também planejava matar sua família e citando supostos laços com a CIA e o FBI.

    "Detivemos um grupo de pessoas e eles mostraram como estava tudo planejado [...], então descobrimos claramente o trabalho de serviços especiais estrangeiros, muito provavelmente a CIA, o FBI. Não sei quem dos norte-americanos trabalhou lá. Nós descobrimos a intenção do grupo de vir a Minsk e começar a organizar uma tentativa de assassinato contra o presidente e as crianças no local", disse o presidente bielorrusso.
    Em Minsk, capital da Bielorrússia, o presidente bielorrusso participa de encontro com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, em 16 de abril de 2021
    © Sputnik / Aleksandr Astafyev
    Em Minsk, capital da Bielorrússia, o presidente bielorrusso participa de encontro com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, em 16 de abril de 2021

    Lukashenko salientou em sua fala que apenas a liderança suprema de um país pode definir a tarefa de assassinar um presidente.

    O chefe do Comitê de Segurança do Estado da Bielorrússia (KGB), Ivan Tertel, reforçou que o grupo terrorista buscava "neutralizar" o presidente bielorrusso e seus familiares, bem como organizar uma rebelião armada a fim de tomar o poder no país.

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    Tags:
    Rússia, EUA, Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko
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