14:18 24 Janeiro 2021
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    Londres terá um impacto financeiro maior pela saída da União Europeia do que os membros restantes do bloco, revela Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de Munique (IFO, na sigla em alemão).

    Após analisar os dados do comércio bilateral, os especialistas do instituto concluíram que a quota da UE no comércio com o Reino Unido "é menor do que ao revés".

    "Ambas partes perdem no Brexit, porém, o Reino Unido perde mais", salientou o IFO em um comunicado ao qual a Sputnik teve acesso.

    O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, planeja viajar nos próximos dias para Bruxelas com o intuito de debater com a presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, as discrepâncias sobre o acordo comercial entre ambas as partes.

    Reino Unido deve endurecer leis de imigração após Brexit
    © REUTERS / Stefan Wermuth
    Bandeira do Reino Unido perto do parlamento britânico, em Londres, em abril de 2017

    Segundo o IFO, em 2019 47% das exportações britânicas tinham como destino países da União Europeia e a metade das importações procediam do bloco comunitário. Contudo, para os demais membros o Reino Unido não é um mercado significativo e representa somente 4% das exportações europeias e é origem de 6% das importações.

    As negociações do acordo comercial e outros aspectos da relação entre Londres e Bruxelas após a saída do país estão em seus últimos momentos, mas sem avanços em pontos como pesca, governação e concorrência justa.

    O período de transição expira em 31 de dezembro e, se chegarem a um acordo, o tratado deve ser ratificado previamente pelo Parlamento Europeu. O tempo se está esgotando para alcançar um compromisso.

    De acordo com o canal BBC, não está claro quando os líderes vão se encontrar, mas 10 ou 11 de dezembro surgem como possíveis datas. Espera-se que o encontro cara a cara, além de ligações anteriores por telefone, resolva dilemas ainda debatidos, uma vez que as últimas negociações não apresentaram resultados.

    Realizei com Boris Johnson um balanço sobre as negociações. As condições para um acordo não estão lá devido a divergências em questões críticas.

    Pedimos a nossos negociadores principais que preparem uma visão geral das divergências restantes para serem discutidas pessoalmente nos próximos dias

    Os negociadores escolhidos pelas duas partes se encontram novamente nesta terça-feira (8) para definir uma lista de questões cruciais colocadas por Londres e Bruxelas.

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    Tags:
    Boris Johnson, União Europeia, Brexit, Negociação, comércio, Europa
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