11:57 23 Janeiro 2021
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    COVID-19 no mundo no fim de novembro (67)
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    Após uma mutação do coronavírus ser encontrada em visons, a Dinamarca, a maior exportadora de pele destes animais, anunciou que todos eles, 17 milhões, seriam sacrificados e enterrados.

    Em mais um capítulo da crise política motivada por esta decisão, o governo dinamarquês afirmou estar considerando desenterrar os animais para incinerar seus corpos e, desta forma, impedir a proliferação da mutação do vírus da COVID-19.

    Há pouco, surgiram novas questões sobre a eliminação dos animais. Os cadáveres dos visons foram enterrados em valas comuns pouco profundas, onde seus corpos em decomposição começaram a produzir gases como parte do processo de decomposição.

    Na última semana, os gases liberados empurraram as carcaças dos visons para fora do solo. O fenômeno foi recebido com humor por muitos internautas, que o chamaram de "visons zumbis".

    Um vison europeu (Mustela lutreola) no zoológico de Osnabruck
    Um vison europeu (Mustela lutreola) no zoológico de Osnabruck

    Há receios de que o fósforo e nitrogênio possam ser liberados em grandes quantidades das valas comuns, contaminado o meio ambiente e representando um perigo para a população.

    O novo ministro dinamarquês dos Alimentos e da Agricultura, Rasmus Prehn, apoiou a ideias de exumar e incinerar os corpos.

    "Tenho desde o primeiro dia a ideia de nos livrarmos dos visons e incinerá-los", disse Prehn, citado pelo jornal Jyllands-Posten, enquanto admite que esta ação precisaria primeiramente da aprovação da agência de proteção ambiental do país.

    A maioria dos parlamentares dinamarqueses apoiou a iniciativa. Primeiramente, a Administração Veterinária e de Alimentos da Dinamarca investigou outras opções além da incineração, mas as descartou devido a questões práticas e logísticas.

    Visons infectados são classificados como "resíduos perigosos", que requerem medidas especiais para a recepção e descarte devido ao risco de infecção. Porém, as instalações dinamarquesas autorizadas para incineração somente podem lidar com pequenas quantidades.

    O abate de toda a população de visons no país europeu foi decretado no começo de novembro em meio ao medo de que uma mutação do coronavírus tornasse as vacinas menos eficientes e interferisse com a inoculação futura.

    Quando o programa de extermínio já estava ocorrendo, se descobriu que a decisão não tinha base legal. Apesar da renúncia do ministro da Agricultura do país e de protestos dos criadores, o governo manteve o apoio necessário para continuar o plano.

    Enquanto abates parciais foram realizados por vários outros países, a Dinamarca foi o único até o momento a ordenar um abate completo.

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    COVID-19 no mundo no fim de novembro (67)

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    Tags:
    animal, Dinamarca, meio ambiente, enterro, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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