14:57 14 Maio 2021
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    A organização feminista polonesa Strajk Kobiet (Greve das Mulheres) organizou uma manifestação no centro de Varsóvia neste sábado (28) contra a decisão do Tribunal Constitucional da Polônia de proibir o aborto.

    A manifestação, que bloqueou o tráfego nas vias centrais de Varsóvia, também comemorou o 102º aniversário da introdução do sufrágio feminino no país, relatou um correspondente da Sputnik. Durante o protesto, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a nova legislação e também críticas ao partido de direita que governa o país, o partido da Justiça e da Lei.

    Durante o protesto, manifestantes também "renomearam" a Praça Roman Dmowski para Praça dos Direitos da Mulher, colocando novas placas com o nome sobre as originais.

    Ainda segundo o correspondente, um número significativo de policiais foi colocado no local, mas não houve interferência no protesto, apesar de algumas abordagens solicitando documentos de manifestantes.

    © REUTERS / Agencja Gazeta / Slawomir Kaminski
    Em Varsóvia, a polícia bloqueia uma via durante protesto contra a proibição do aborto liderado pelo grupo Strajk Kobiet (Greve das Mulheres). A manifestação também marca o aniversário de 102 anos do sufrágio feminino no país, em 28 de novembro de 2020

    Milhares de manifestantes começaram a se mover pela rua Marshalovskaya. A polícia tentou bloquear o caminho amontoando veículos e pessoal, mas os manifestantes ainda conseguiram passar pela barreira usando as calçadas de pedestres.

    A manifestação também conta com a presença de representantes de outras organizações, principalmente das comunidades LGBT e feministas. Protestos contra a lei anti-aborto também foram realizados em outras cidades da Polônia neste sábado (28).

    As manifestações foram desencadeadas pela decisão de 22 de outubro do Tribunal Constitucional da Polônia que determinou que o aborto devido a defeitos fetais era inconstitucional. Depois que a decisão entrar em vigor, as mulheres na Polônia poderão interromper legalmente a gravidez apenas em caso de estupro ou de ameaça à saúde.

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    Tags:
    Polônia, Varsóvia
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