01:03 26 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    215
    Nos siga no

    A ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse nesta terça-feira (17) que a Europa não poderá garantir sua própria segurança sem a ajuda dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

    A fala de Kramp-Karrenbauer é uma resposta à entrevista do presidente da França, Emmanuel Macron, ao jornal "Revue Grand Continent", em que o francês diz que os Estados Unidos só respeitariam a Europa como aliados "se tivermos soberania em relação à nossa defesa".

    "A ideia de uma autonomia estratégica da Europa vai longe demais e se nutre da ilusão de que podemos garantir a segurança, estabilidade e prosperidade da Europa sem a OTAN e os EUA", disse a ministra alemã.

    Kramp-Karrenbauer disse, citada pela agência Reuters, que levaria décadas para a Europa construir uma potência militar nuclear para compensar a contribuição dos EUA e da OTAN para a segurança do bloco europeu.

    "A Alemanha e a Europa não podem se proteger sem o poder nuclear e convencional dos EUA. Isso é simplesmente um fato", completou.

    Em dezembro do ano passado, Macron já havia feito críticas duras à organização e chegou a dizer que o mundo presencia "a morte cerebral da OTAN".

    Mais:

    EUA conduzem exercícios secretos com aliados da OTAN para testar prontidão para guerra
    Marinha da Rússia monitora navios de guerra da OTAN no mar Negro
    Município da Noruega dá boas-vindas a submarinos nucleares da OTAN, apesar de oposição popular
    Mídia britânica avalia avanço das forças militares da Rússia: OTAN subestima seu poder de fogo
    OTAN fica no Iraque por mais 5 anos: o que fará Bagdá?
    Secretário-geral da OTAN felicita Biden e apela a enfrentar 'Rússia assertiva' e 'ascensão da China'
    Tags:
    força militar, ajuda militar, bloco militar, apoio militar, militar, França, Estados Unidos, Emmanuel Macron, OTAN, Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, Europa
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar