02:11 01 Outubro 2020
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    Nesta segunda-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a situação na Bielorrússia como "terrível".

    Trump também prometeu que os EUA seguirão a situação "muito de perto".

    "É uma situação terrível na Bielorrússia. Estaremos acompanhando de perto", disse Trump a repórteres em coletiva antes de deixar a Casa Branca nesta segunda-feira (17).

    A Bielorrússia tornou-se palco de uma onda de protestos a partir da divulgação dos resultados da eleição presidencial realizada no país em 9 de agosto. De acordo com os resultados oficiais, o atual presidente Aleksandr Lukashenko foi reeleito com mais de 80% dos votos.

    Milhares de manifestantes participam de protesto contra o resultado das eleições na Bielorrússia em Minsk
    © REUTERS / Vasily Fedosenko
    Milhares de manifestantes participam de protesto contra o resultado das eleições na Bielorrússia em Minsk

    Acusando o processo eleitoral de fraude, a oposição bielorrussa se recusou a reconhecer os resultados, exigiu a saída de Lukashenko do poder e foi às ruas com apoiadores exigindo uma nova eleição. A polícia usou a força durante os primeiros dias dos protestos, disparando gás lacrimogêneo, canhões de água, bombas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes.

    Participantes de manifestação pró-Lukashenko na praça da Independência em Minsk, Bielorrússia
    © REUTERS / Vasily Fedosenko
    Participantes de manifestação pró-Lukashenko na praça da Independência em Minsk, Bielorrússia

    Ao todo, a polícia deteve mais de 6,7 mil pessoas, segundo o Ministério do Interior da Bielorrússia. Houve pelo menos duas fatalidades confirmadas durante os protestos na capital Minsk. Outras centenas de pessoas ficaram feridas.

    A tensão política e as cenas de confronto renderam ameaças de sanções por parte de alguns países europeus, como a Alemanha.

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    Tags:
    Aleksandr Lukashenko, Bielorrússia, EUA, Donald Trump
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