14:30 27 Setembro 2020
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    A opositora e candidata derrotada à presidência da Bielorrússia Svetlana Tikhanovskaya pede que o governo do país renuncie ao uso da violência durante os protestos.

    Em um vídeo publicado no aplicativo de mensagens Telegram, divulgado nas mídias sociais, Tikhanovskaya expressou:

    "Para cada um de nós, defensores de mudanças, a vida humana é o mais importante. Devemos impedir a violência nas ruas das cidades bielorrussas. Peço às autoridades que a cessem e estabeleçam o diálogo."

    Ainda assim, a opositora chamou todos os prefeitos a organizarem de 15 a 16 de agosto "reuniões massivas [e] pacíficas em cada cidade".

    "Eu gostaria de agradecer quem não teve medo e aderiu à greve", comentou Tikhanovskaya sobre as greves em várias empresas locais.

    A opositora afirmou que, nos colégios eleitorais onde ocorreram contagens corretamente, ela conseguiu de 60% a 70% dos votos, e em um colégio obteve 90% do apoio.

    Por esse motivo, Tikhanovskaya chamou a população do país a firmar uma petição para exigir uma nova contagem dos votos.

    Candidata da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya em comício em Minsk
    © AP Photo / Sergei Grits
    Candidata da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya em comício em Minsk

    Aleksandr Lukashenko, que governa o país europeu desde 1994, conseguiu o sexto mandato após obter 80,1% dos votos nas eleições presidenciais de 9 de agosto, frente aos 10,1% de Svetlana Tikhanovskaya, segundo o Comitê Central Eleitoral da Bielorrússia.

    Logo após o anúncio da vitória do atual presidente, em todo o país se iniciaram grandes protestos, que foram brutalmente reprimidos pelas forças policiais. Milhares de cidadãos se encontram presos após os primeiros dias de manifestações.

    União Europeia se pronuncia

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se pronunciou sobre a possíveis sanções contra os responsáveis por violações dos direitos humanos na Bielorrússia.

    ​Precisamos de sanções adicionais contra aqueles que violam os valores democráticos ou ferem direitos humanos na Bielorrússia. Estou confiante que a discussão de hoje [14 de agosto] dos chanceleres da União Europeia vai demonstrar nosso forte apoio pelos direitos das pessoas na Bielorrússia aos fundamentos da liberdade e democracia.

    Nesta sexta-feira (14) ocorrerá uma videoconferência do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia durante a qual serão examinadas possíveis medidas de resposta ante a situação do país.

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    Tags:
    protestos, oposição, eleições, Bielorrússia
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