20:55 30 Outubro 2020
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    Washington ameaçou repetidamente impor sanções contra qualquer companhia que participe da construção do gasoduto Nord Stream 2, enquanto os EUA tentam bloquear o projeto.

    O presidente do Comitê do Parlamento da Alemanha para Questões de Economia e Energia, Klaus Ernst, afirmou que as sanções introduzidas pelos Estados Unidos contra o projeto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) não são mais uma questão econômica, mas uma questão que afeta diretamente a soberania da Alemanha.

    Ernst convocou a Alemanha a não mais "balbuciar" na hora de responder às ameaças de sanções norte-americanas, além de começar a agir. O legislador alemão sugeriu introduzir penalidades contra os senadores dos EUA que apoiaram a nova lei para sancionar o projeto de energia.

    "Sanções não são um bom mecanismo, especialmente em termos de política econômica. Contudo, devemos considerar medidas de reciprocidade, como impor sanções ao GNL dos EUA", comentou o político alemão.

    O parlamentar acrescentou que existe um forte consenso entre os membros do Comitê do Parlamento de que o gasoduto deve ser finalizado, além de estas sanções serem inadmissíveis.

    "Há uma considerável maioria em todos os partidos, incluindo o Partido Verde, que anunciou que essas sanções são inadmissíveis, portanto, é necessário nos defendermos contra elas", manifestou Ernst.

    Os EUA continuam a pressionar a Alemanha a abandonar o projeto Nord Stream 2, afirmando que ela seria responsável pelo aumento da dependência do país europeu em relação ao gás da Rússia, apesar da Alemanha diversificar seus fornecimentos. O presidente norte-americano Donald Trump sugeriu que a Alemanha deveria importar mais gás de seu país e de Israel.

    Após Berlim e outros países da União Europeia descartarem as exigências de Washington, os EUA introduziram sanções contra companhias diretamente envolvidas com a construção do gasoduto.

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    Tags:
    sanções, energia, EUA, Rússia, Alemanha, Nord Stream 2, gás, Europa
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