15:42 09 Julho 2020
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    Quase 65 por cento do território da França foi colocado em alerta vermelho após invasão do agressivo mosquito tigre portador de vírus da dengue, febre chikungunya e zika.

    Enquanto os EUA se preparam para lutar contra a invasão de vespas asiáticas "assassinas", 57 dos 101 departamentos na França foram colocados em alerta vermelho por nuvens de mosquitos tigre terem invadido o país, enquanto seus cidadãos se preparam para voltar ao trabalho no dia 11 de maio, após várias semanas de confinamento devido ao novo coronavírus.

    Outros 10 departamentos foram colocados em alerta laranja. Por sua vez, os especialistas preveem que a França será totalmente colonizada por esses mosquitos até 2030.

    Estes insetos começaram a invadir a Europa no início dos anos 2000, surgindo na França em 2006. Desde 2010, no país foram registrados aproximadamente 22 casos de dengue e 31 casos de chikungunya que foram considerados os primeiros casos locais de infecção por uma doença antes tropical.

    Aedes Aegypti, transmissor do víros zika, dengue e chikungunya
    Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
    Mosquito Aedes Aegypti
    "Assim que [o inseto] se instala em um distrito, o mosquito tigre torna-se praticamente impossível de erradicar", advertiu anteriormente o Ministério da Saúde do país.

    O mosquito tigre tem esta denominação por causa das listras brancas em seu corpo e nas patinhas, gosta de calor e ambiente úmido, preferindo se alimentar de sangue humano em vez do dos animais. Embora seja considerado agressivo, o inseto é "fácil de esmagar" por causa do seu "movimento desajeitado", segundo escreve portal Mosquito Watch.

    Sua picada dolorosa faz surgir uma borbulha vermelha comichenta e pode levar ao aparecimento de sintomas em cinco dias, incluindo febre, dores musculares e nas articulações, dores de cabeça e no corpo, conjuntivite e fadiga.

    Porém, há igualmente boas notícias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o mosquito tigre não transmite o novo coronavírus.

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, vírus, insetos, França, Chikungunya, zika vírus, dengue, mosquitos
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