08:48 25 Outubro 2020
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    O primeiro-ministro Giuseppe Conte já excedeu as expectativas de seus oponentes, sobrevivendo ao colapso de seu primeiro Governo no último verão. Porém, sua segunda coalizão é frágil.

    Conte liderou em junho de 2018 uma coalizão entre o Movimento Cinco Estrelas, antissistema, e a Liga, que atrai eleitores de direita. Quando o primeiro acordo se partiu, ele ajudou a negociar uma nova coalizão entre o Cinco Estrelas e o Partido Democrático, tradicional de direita, conforme analisa a agência Bloomberg.

    Após orientar o orçamento de 2020 através do parlamento, o primeiro-ministro afirmou que gostaria de começar o ano negociando um plano de Governo que será implementado até o fim do mandato parlamentar, em 2023.

    Contudo, a Liga, dirigida por Matteo Salvini, mantém a liderança na intenção de votos, apesar da última tentativa de tomar o poder em 2019.

    O Governo enfrentará grandes desafios para prosseguir com sua agenda, entre eles a possibilidade de convocar ainda neste mês dois referendos sobre reformas eleitorais, um quanto à redução do número de deputados e outro quanto à introdução de um sistema de representação direta, descreve a Bloomber.

    Os grupos que talvez venham a ser mais afetados pelas mudanças, propostas pelos referendos, poderiam buscar convocar novas eleições, dissolvendo a coalização de Conte. Este risco tem gerado ansiedade entre os investidores.

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    Tags:
    coalizão, Matteo Salvini, referendo, governo, Itália
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