08:05 24 Setembro 2020
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    O presidente da França, Emmanuel Macron, respondeu à proposta feita por seu homólogo russo sobre uma moratória à instalação de mísseis de curto e médio alcance na Europa, confirmou o Kremlin. Isso não significa, no entanto, que a França tenha acatado a ideia, reiterou o Palácio do Eliseu.

    No fim de setembro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, anunciou que Putin enviou uma proposta relacionada aos mísseis de curto e médio alcance "aos principais líderes da Europa e Ásia".

    A OTAN confirmou o recebimento da proposta, mas anunciou que não a considerava digna de confiança.

    De acordo com o jornal alemão Frankfurter Allgemeigne, Macron teria respondido à correspondência de Putin no dia 23 de outubro, afirmando que a proposta merece análise cuidadosa e deve ser discutida não só no âmbito bilateral, mas também multilateral.

    O Kremlin confirmou ter recebido resposta francesa sobre a proposta de moratória. Nesta quinta-feira (28), durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário-geral da OTAN, Jen Stoltenberg, Macron reiterou, no entanto, que isso não implica que a França tenha acatado a ideia. 

    “Nós não aceitamos a moratória proposta pela Rússia [...] mas a aceitamos como uma base para o diálogo”, declarou Macron.

    Anteriormente, o líder francês havia declarado à revista The Economist que a "OTAN perdeu totalmente a capacidade de coordenação interna, o que pode ser caracterizado como 'morte cerebral'". Hoje, ao lado de Stoltenberg, afirmou a relevância da aliança. 

    "A pergunta estratégica que vamos debater agora [na OTAN] é -contra quem? Quem é o nosso inimigo? Há quem diga que seja a Rússia e a China. Eu não acho. Nosso inimigo comum é o terrorismo", declarou.

    Em 2 de agosto, o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, conhecido como Tratado INF, assinado pelos EUA e União Soviética em 1987, deixou de estar em vigor após os Estados Unidos se retirarem unilateralmente do pacto.

    Secretário Geral do PC da URSS, MIkhail Gorbachev, e presidente dos EUA, Ronald Reagan, assinam Tratado INF, em dezembro de 1987
    © Sputnik / Yuri Abramochin
    Secretário Geral do PC da URSS, MIkhail Gorbachev, e presidente dos EUA, Ronald Reagan, assinam Tratado INF, em dezembro de 1987

    O Tratado teve papel relevante na segurança europeia, uma vez que evitou a instalação de mísseis de curto e médio alcance no continente. Analistas temem que, com o fim do tratado, possa ser desencadeada uma nova corrida armamentista.

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