10:23 15 Novembro 2019
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    Itália vai tentar convencer Europa sobre erro de isolar a Rússia, afirma ministro italiano

    CC BY 2.0 / Sarah-Rose / Italian flag
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    O partido italiano direitista Liga tentará convencer a Europa de que o isolamento da Rússia é fútil, afirmou à Sputnik o ministro italiano da Agricultura, Alimentação e Florestas e membro da Liga, Gian Marco Centinaio.

    "Acho que agora precisamos pensar sobre o fato de que a Rússia é um parceiro importante e não deve ser isolado […] Vamos tentar convencer o resto, para que todos concordem conosco no final", disse Centinaio durante uma importante manifestação organizada pelo líder da Liga e vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, em Milão.

    Salvini construiu um bloco pan-europeu de partidos de direita antes das eleições para o Parlamento Europeu, em que seu partido está projetado para fazer alguns dos ganhos mais notáveis. A manifestação foi acompanhada por 11 representantes de partidos europeus de direita, incluindo a líder francesa Marine Le Pen, o líder da Alternativa para a Alemanha (AfD) Jorg Meuthen, e o líder do Partido Holandês pela Liberdade (PVV), Geert Wilders.

    As relações entre a Rússia e o Ocidente deterioraram-se em 2014, devido ao alegado envolvimento de Moscou no conflito ucraniano e à reunificação da Crimeia com a Rússia na sequência de um referendo.

    Os Estados Unidos e a União Europeia (UE), desde então, impuseram várias rodadas de sanções aos setores energético, bancário, de defesa e outros setores da Rússia, bem como a várias autoridades russas. Moscou negou repetidamente as acusações e reagiu com contramedidas, como um embargo a produtos alimentícios, contra as nações ocidentais que o atacavam com sanções.

    Segundo o relator especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais Idriss Jazairy, a UE perdeu mais em termos de renda do que a Rússia, que conseguiu mitigar as perdas decorrentes das sanções da UE, impulsionando a produção doméstica.

    Em março, Jazairy declarou à Sputnik que aplicaria sanções que custavam mais para os europeus, o que para os russos era "maluco" e pediu aos lados que encontrassem outras maneiras de superar as contradições.

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    Tags:
    russofobia, conflito ucraniano, referendo, sanções, direita conservadora, política, relações bilaterais, diplomacia, ONU, União Europeia, PVV, Alternativa para a Alemanha (AfD), Idriss Jazairy, Jorg Meuthen, Geert Wilders, Marine Le Pen, Matteo Salvini, Gian Marco Centinaio, Estados Unidos, Crimeia, Ucrânia, Rússia, Europa, Milão, Itália
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