08:04 18 Junho 2019
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    Bandeira da Ucrânia é hasteada em ato que pede a entrada do país na União Europeia

    Ucrânia praticamente perdeu apoio político do Ocidente, afirma general ucraniano

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    A Ucrânia praticamente perdeu o apoio dos países ocidentais porque cria problemas para eles, declarou ao canal de televisão 112 o general e ex-ministro da Defesa da Ucrânia Aleksandr Kuzmuk.

    "Não é fácil fazer uma avaliação franca. Ela não é positiva. Estamos nos tornando um fator irritante para a Europa e para os EUA", disse Kuzmuk, comentando a reação ao incidente no estreito de Kerch e a situação na Ucrânia.

    Ele observou que o Ocidente espera que Kiev resolva seus problemas por conta própria.

    "E o pior é que ficamos sem o apoio político", concluiu o general.

    Em 2014, Kiev abandonou o status de país não-alinhado. Em 2016, a entrada na OTAN se tornou o objetivo da política externa do país. Até 2020, a Ucrânia deve assegurar a plena compatibilidade de suas Forças Armadas com as forças dos países da Aliança.

    Por sua vez, o ex-secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, declarou que os preparativos para a entrada no bloco político-militar ainda levariam muito tempo. Segundo os especialistas, Kiev não poderá pretender aderir à Aliança nos próximos 20 anos.

    Em novembro, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) adotou um projeto que estabelece como objetivo do país a adesão à União Europeia e à OTAN. Além disso, o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, propôs uma série de cláusulas que poderão "consolidar a escolha da Ucrânia e o seu lugar como membro da família europeia". 

    No entanto, segundo o comissário europeu para o Alargamento e Política de Vizinhança, Johannes Hahn, é irrealista falar sobre a adesão de Kiev à UE nos próximos anos. Ele enfatizou que o país deve se concentrar na implementação do acordo de associação com a União Europeia.

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    Tags:
    apoio, adesão, OTAN, União Europeia, Johannes Hahn, Anders Fogh Rasmussen, Pyotr Poroshenko, Kiev, Ucrânia
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