22:22 25 Setembro 2018
Ouvir Rádio
    Em Paris, ferroviário protesta com pôster escrito Não à morte da SNCF. A SNCF é a operadora estatal das ferrovias francesas. O protesto faz parte de uma greve dos ferroviários contra a reforma proposta pelo governo sobre o setor.

    Em meio a protestos contra privatização, França aprova reforma de estatal ferroviária

    © AP Photo / Francois Mori
    Europa
    URL curta
    142

    O Senado francês aprovou nesta terça-feira (5) o projeto do governo para reformar a SNCF, operadora estatal das ferrovias em meio a protestos de trabalhadores da empresa.

    O projeto de lei foi apoiado por 240 senadores, enquanto 85 votaram contra e já foi aprovado pela câmara baixa do parlamento, a Assembleia Nacional da França.

    A reforma pretende introduzir a concorrência no setor ferroviário do país a partir de 2020 de forma progressiva. O setor é atualmente monopolizado pela SNCF. A medida também deixará de dar um status especial aos novos trabalhadores e mudará o status legal da empresa.

    Os sindicatos franceses estão preocupados que a mudança de status possa levar a uma futura privatização da empresa.

    O governo francês, no entanto, promete que a empresa permanecerá pública. O governo também se comprometeu a assumir 35 bilhões de euros da dívida de 47 bilhões de euros que a SNCF acumulou.

    Os trabalhadores ferroviários estão em greve desde abril e a paralisação deve continuar em junho. Segundo o jornal francês Le Monde, a greve já custou 400 milhões de euros aos cofres públicos e continuará mesmo após a aprovação da medida.

     

    Mais:

    'Não pode entrar': jornalista do RT é proibido de entrar na coletiva em França (VÍDEO)
    Militantes lançam pré-candidatura de Lula no Brasil e na França
    Gigantescos vermes carnívoros 'invadem' França
    Atiradores mascarados abrem fogo em cidade da França
    Jean-Luc Godard pede 'gentileza' da França com a Rússia
    Tags:
    ferrovia, greve, privatização, Senado da França, Le Monde, SNCF, França
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik