20:01 22 Outubro 2018
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    Navio varredor Chernigov ucraniano no porto de Sevastopol (foto de arquivo)

    Marinha da Ucrânia revela como frota do país 'sacrificou-se' em 2014

    © Sputnik / Vasily Batanov
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    Durante a reunificação da Crimeia com a Rússia em 2014, a Marinha ucraniana "sacrificou-se" para que Kiev tivesse mais tempo para conseguir colocar seu exército em prevenção.

    "Estivemos envolvidos nisso para permitir às estruturas mais altas prepararem as Forças Armadas do país para atuarem naquela situação", afirmou em uma entrevista ao canal 112 Ukraina a vice-comandante da Marinha da Ucrânia, capitão-de-mar-e-guerra Marina Kanalyuk.

    De acordo com ela, tal situação continuou durante um mês, mas "isso não foi fácil".

    Posteriormente, o Estado elaborou um mecanismo para usar as Forças Armadas na operação antiterrorista [ATO, na sigla em russo], indicou.

    Ao mesmo tempo, ela sublinhou que "as forças navais, de fato, sacrificaram-se para que a Ucrânia tivesse chance de juntar todo o poder militar que tivesse, o que estava pronto e o que não estava".

    Assim, destacou, a frota teve que atuar sem comandante-chefe e sem ministro da Defesa, enquanto as estruturas locais do Ministério dos Assuntos Internos e do Serviço Federal de Segurança da Ucrânia ficaram do lado da Rússia.

    Depois da reintegração da Crimeia na Rússia em 2014, Moscou devolveu parcialmente os navios ucranianos a Kiev. Quando, em janeiro de 2018, o presidente russo Vladimir Putin propôs à Ucrânia devolver o resto do seu material militar posicionado na península, o líder ucraniano Pyotr Poroshenko declarou que receberá seus navios da Crimeia só juntamente com a península.

    A península da Crimeia se reintegrou na Rússia após um referendo realizado em março de 2014. Na sequência da votação, 96,77% dos eleitores da República da Crimeia e 95,6% dos residentes da cidade de Sevastopol se manifestaram pela reunificação com a Rússia. O pleito teve lugar após o golpe de Estado na Ucrânia.

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    Tags:
    sacrifícios, exército, frota, reintegração, Forças Armadas da Ucrânia, Marinha da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, Vladimir Putin, Rússia, Crimeia, Ucrânia
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